Gestão municipal investe em compra de equipamentos para Teste da Orelhinha
Atualmente, uma série de doenças nos recém-nascidos já pode ser avaliada nos primeiros dias de vida. Dentre elas, há uma grande incidência da deficiência auditiva. O projeto sancionado através da Lei 12.303 de 02/08/10 tornou obrigatório e gratuita a realização do Teste da Orelhinha ou Emissões Otoacústicas Evocadas, em todos…
Atualmente, uma série de doenças nos recém-nascidos já pode ser avaliada nos primeiros dias de vida. Dentre elas, há uma grande incidência da deficiência auditiva. O projeto sancionado através da Lei 12.303 de 02/08/10 tornou obrigatório e gratuita a realização do Teste da Orelhinha ou Emissões Otoacústicas Evocadas, em todos os hospitais e maternidades, nas crianças nascidas em suas dependências. “É importante esclarecer que este teste não tem o objetivo de quantificar a deficiência auditiva, porém detecta a sua ocorrência o mais precocemente. Com isso facilita o desenvolvimento das habilidades de comunicação e minimiza a influência que esta deficiência sensorial tem em seu desenvolvimento global.”, afirma a Fonoaudióloga da Secretaria de Saúde de Pomerode Vanessa C. Hoepers.
Governo Federal obriga, mas não disponibiliza recursos financeiros para que o hospitais faça a aquisição do equipamento e contratem profissionais Fonoaudiólogo. Assim, a Secretaria Municipal de Saúde de Pomerode e a gestão municipal investiu na compra do equipamento. Os exames serão realizados em parceria com o Hospital e Maternidade Rio do Testo por uma profissional fonoaudióloga, que recebeu capacitação/treinamento.
Desde o dia 1º de abril, toda criança que nascer no Hospital e Maternidade Rio do Testo fará o Teste da Orelhinha, que será agendado durante a primeira vacina, que é concedida ao bebê antes da sua alta hospitalar. O teste será realizado na Unidade de Saúde Alwin Klotz.
O Teste da Orelhinha
Desde o 5° mês de gestação o bebê já escuta normalmente os sons do corpo e a voz da mãe. Escutar normalmente é condição primordial pra que a criança seja capaz de adquirir satisfatoriamente a linguagem. Estudos apontam que quando detectados e tratados com antecedência alguns tipos de problemas auditivos não proíbem que a crianças desenvolva linguagem muito próxima a de uma ouvinte. Por isso, é tão importante realizar o Teste da Orelhinha, ou Triagem Auditiva Neonatal, logo após o nascimento das crianças.
O exame é realizado no mínimo 48 horas depois do nascimento da criança, entre o segundo e terceiro dia de vida do bebê. Para realiza-lo é colocado um fone acoplado a um computador na orelha do recém nascido e são emitidos sons de fraca intensidade e recolhida as respostas que a orelha interna do bebê produz. Realizado enquanto o bebê dorme (sono natural), é indolor, não machuca, não tem contra-indicação e dura em torno de 10 minutos.
Todos os bebês devem fazer o teste. São detectados de um a três casos a cada 1.000 recém nascidos. Número que sobe de dois a seis entre bebês que tem algum fator de risco, casos em que são detectados histórico de surdez na família, intervenção em UTI por mais de 48 horas, infecção congênita (rubéola, sífilis, toxoplasmose, citomegalovirus e herpes), anormalidades craniofaciais (má formação de pavilhão auricular, fissura lábio palatina), em que fez uso de medicamentos ototóxicos, entre outros.
A deficiência auditiva é a doença mais freqüentemente encontrada no período neonatal quando comparada a outras patologias. Assim, a obrigatoriedade do Teste da Orelhinha possibilita que sejam descobertas logo após o nascimento deficiências auditivas que só seriam detectadas aos três ou quatro anos e as crianças já teriam sido prejudicadas no desenvolvimento da fala e linguagem bem como no desenvolvimento cognitivo e social.