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Geladeiras que abastecem o conhecimento

Projeto Geladeira Literária visa estimular a leitura no município, por meio da aproximação dos livros com a comunidade

19 de julho de 2018

Difundir o hábito da leitura no município. Esta é a proposta do projeto Geladeira Literária, que leva obras de literatura para mais perto da população e de maneira acessível. Através de geladeiras que não estavam mais sendo utilizadas, a população terá um acesso mais fácil ao mundo da literatura.

De início, são três Geladeiras Literárias no município, em três postos de saúde da cidade, sendo estes, Alwin Klotz (Centro), Jane Meri Siebert Fernandes (Testo Rega) e Rosita Zimmer (Ribeirão Areia). Cada uma delas terá livros em português e em alemão, que estão disponíveis de modo gratuito à população. As obras poderão ser lidas no local ou, ainda, serem levadas para casa, pelo tempo que o leitor precisar, sem a necessidade de cadastro.

De acordo com o gerente de Cultura de Pomerode, Alceu Custódio, a iniciativa tem como objetivo estimular que cada vez mais pessoas criem o hábito da leitura. “Sabemos que o hábito da leitura nos proporciona três propósitos distintos: o ler por prazer, ler para se instruir e ler para se inteirar de diversas realidades. O projeto Geladeira Literária contribui na construção e no exercício da cidadania, pois proporciona o acesso à informação, às artes e à cultura”, destaca.

Porém, para que ele pudesse ser colocado em prática, foi necessário um ano de planejamento, desde o surgimento da ideia até a entrega das geladeiras aos postos de saúde. E, há um ano, portanto, surgia a ideia de implantação do projeto em Pomerode, como explica Custódio.

“Sempre acreditei que a leitura e a biblioteca deveriam ser bem amplas e, neste sentido, já existia o projeto da Biblioteca Móvel, mas que deixou de ser realizado. Então, fiquei pensando em como poderia tornar as opções de leitura compartilhadas. Foi quando, enquanto pesquisava, encontrei a ideia das geladeiras literárias”, relata o gerente.

Depois disto, trouxe a ideia para o departamento de cultura, que o achou interessante e não tardou para conseguirem a doação das primeiras três geladeiras. Surgia, então, outro dilema: como fazer com que elas parecessem o mais atrativas possível?

“Procurei pensar em várias maneiras até que tive a ideia de utilizar a técnica do jogo do Tangram, que trabalha com formas geométricas. Então, usando papeis de várias cores diferentes e, também, papel de revistas, fui fazendo a decoração do lado de fora das geladeiras. Ao todo, levei três meses para concluir esta etapa e foi um processo trabalhoso, mas muito gratificante”, afirma Custódio, que é professor de artes.

Quanto ao acervo que seria disponibilizado, a ideia foi ter livros em português e alemão, para aumentar ainda mais a diversidade cultural de obras que podem ser lidas pela população. Ainda, a maior parte dos livros não tinham mais espaço na biblioteca, mas nem por isso ficaram guardados em caixas, e sim, colocados à disposição da população. 

“O local de colocação das geladeiras, os postos de saúde, foi escolhido em consenso pelo departamento de cultura, por ser um local em que há a grande circulação de pessoas, além de a geladeira poder ser ‘monitorada’ e não ser alvo de vandalismos”, esclarece Custódio.

De início, serão apenas as três geladeiras e o projeto terá a sua aceitação avaliada por cerca de um mês, portanto, ainda é considerado um piloto. “Mas gostaríamos muito de poder ampliar a abrangência do projeto, com mais geladeiras em mais locais, porém, precisamos ver como será a aceitação antes. Estamos esperançosos com os frutos que podem surgir e espero que as pessoas gostem e cuidem das geladeiras. Queremos que seja um projeto ordeiro como a cidade”, ressalta.

É importante colocar que o leitor deve levar apenas um livro por vez. A única exigência é que, após a leitura, a pessoa devolva o livro novamente à geladeira. No projeto não haverá possibilidade de troca-troca de livros, bem como, não serão aceitas doações diretamente nestes locais.

 

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