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GEAAP estimula adoção de irmãos

Uma média de quatro a cinco casais, por ano, adotam crianças em Pomerode e cerca de dez casais entram na fila de espera no mesmo período. Em 12 de abril, o GEAAP (Grupo de Estudos e Apoio à Adoção de Pomerode), realizará, pela quarta vez, seu curso anual direcionado a pais adotivos e candidatos a adoção.

1 de junho de 2015

Uma média de quatro a cinco casais, por ano, adotam crianças em Pomerode e cerca de dez casais entram na fila de espera no mesmo período. Em 12 de abril, o GEAAP (Grupo de Estudos e Apoio à Adoção de Pomerode), realizará, pela quarta vez, seu curso anual direcionado a pais adotivos e candidatos a adoção. O curso é um requisito obrigatório para os pretendentes se cadastrarem para entrar na fila de espera no Fórum da região. A ABEFAM criou o GEAAP numa solicitação do Fórum da Comarca na elaboração de um curso obrigatório para casais pretendentes à adoção. Neste curso, algumas informações são passadas aos pais. Mas, muitas outras questões se apresentam no cotidiano da adaptação da criança a nova família. O objetivo é demonstrar como funciona o ato de se tornar responsável por uma criança, que por vezes, chegará traumatizada ao novo lar.

O curso contará com palestras de profissionais voluntários para esclarecer sobre o processo de adoção, bem como o seu pós. A ideia é dar um norte aos pais adotivos de primeira viagem. De acordo com a psicóloga, Roseli Weh, o grupo pretende dar ênfase de que a adoção, antes de tudo, tem que ser um ato de amor e os novos cuidadores devem ser passiveis de muita compreensão ao introduzir, em suas vidas, uma criança que perdeu a sua família original. As principais dificuldades encontradas nesta nova relação são de cunho emocional. A criança pode se tornar muito agressiva, mas isso muitas vezes denota a insegurança de ser rejeitada novamente, após se apegar a família. Algumas crianças são agressivas para dizerem para si mesmas que foram elas que rejeitaram e não o contrário, explica a psicóloga.

Outro fator comum é o atraso escolar. O processo de destituição familiar é muito penoso para a criança, que muitas vezes acaba trocando de escola com frequência e tem seu rendimento reduzido. As principais causas da destituição acontecem por negligência grave dos pais biológicos, como abandono e violência física ou sexual. Basicamente, quando a situação é irreversível e pode levar o menor ao óbito. Ainda existem casos em que a própria família decide doar a criança. A partir de então, esses menores são encaminhados a um abrigo, onde aguardarão uma possível resolução das questões com a família biológica. Quando a solução não é possível, as crianças são encaminhadas para adoção.

Muitas destas crianças quando destituídas de suas famílias, vêm acompanhadas por irmãos, e o GEAAP está fazendo uma campanha para que a família que adotar uma criança, leve também os irmãos, sem a necessidade de separá-los. Está funcionando, em seis meses, foram três adoções conjuntas entre irmãos. Em um dos casos, a família adotou três irmãos, sendo um bebê, uma criança de 9 e outra de 11.As pessoas estão se sensibilizando. As crianças sofrem, mas o amor dos novos pais acaba suprindo. Todos ficam felizes com a sensação boa de família, de casa cheia, e choro de bebê, afirma Roseli. Outro fator a ser trabalhado é o preconceito vindo de outros membros da família e até mesmo da sociedade.

Uma vez por mês, nas terceiras quintas-feiras, o grupo do GEAAP se reúne para partilhar experiências entre pais adotivos e futuros pais adotivos, e debater possíveis soluções. As reuniões são vivenciais e proporcionam não só uma fonte de informações, mas uma consciência de si e da realidade que nos cerca.A participação no Programa GEAAP é livre e gratuita e não há necessidade de pré-inscrição.

O Programa se caracteriza pela participação de um profissional convidado, que fará a exposição de um assunto de sua área. Os casais podem esclarecer suas dúvidas sobre este assunto. Em seguida, são traçadas estratégias de desmistificar a adoção nos ambientes frequentados pelos participantes. Não existe uma duração fixa do programa, podendo os interessados iniciar sua participação a qualquer período do ano e podem participar pelo tempo desejado.

Para obter mais informações, entrar em contato com a ABEFAM pelo telefone (47) 3387-3562 ou pelo endereço eletrônico secretaria.abefam@gmail.com.

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