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Garoto de nove anos busca doador de medula óssea

No fim do mês de abril deste ano, o Jornal de Pomerode divulgou a história de Emanuel, um garoto de apenas nove anos que viveu grande parte de sua vida dentro de hospitais, vítima de leucemia. Ele passava pelo problema pela terceira vez.

1 de junho de 2015

No fim do mês de abril deste ano, o Jornal de Pomerode divulgou a história de Emanuel, um garoto de apenas nove anos que viveu grande parte de sua vida dentro de hospitais, vítima de leucemia. Ele passava pelo problema pela terceira vez. A primeira surgiu aos quatro anos e sua rotina teve de ser adequada a doença. Mas constantes sessões tortuosas de quimioterapia surtiram efeito e ao retornar à casa da família nesta semana, a notícia é que o câncer teria acabado.

Isso pode até parecer uma boa coisa, mas quem já teve câncer sabe muito bem dos riscos de reincidências e por isso precisa fazer um transplante de medula óssea. Contudo, com essa etapa vencida, a família terá de enfrentar outra batalha, a de encontrar um doador compatível com Emanuel.E para tornar tudo mais difícil, nenhum dos parentes da criança é.

A chance de compatibilidade é de 1 a cada 100 mil, mas a mãe do garoto, Rosana Scheidt Penteado, crê com veemência na possibilidade. Nossa médica nos contou que certa vez encontraram duas pessoas compatíveis com uma garotinha, afirma Rosana.

A busca agora sai do âmbito familiar para o global. A família suplica para que as pessoas se tornem doadores de medula óssea e estão fazendo uma campanha de conscientização para isso. Por meio das redes sociais e de parcerias com empresas, informes sobre o transplante estão sendo divulgados. A ideia é que a inciativa chegue o mais longe possível.

Mas as dificuldades ainda não param por ai. Caso Emanuel consiga encontrar um doador, ele ainda terá que entrar em outra fila de espera para o hospital. Rosana conta que o nome de Emanuel será encaminhado para fila de espera de três hospitais. Um em Curitiba, outro em Porto Alegre e outro em Jaú, no Estado de São Paulo. Quando o transplante for realizado, além de passar de 20 a 30 dias na unidade médica, a família terá que se mudar por um período de 3 a quatro meses para um local próximo ao hospital, para monitoramento. O percurso até a cura total, para este pequeno com nome de anjo, ainda é longe.

 

Doação de medula óssea – Para tentar encontrar um doador compatível, Emanuel está cadastrado no Hemosc (Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina). A entidade faz parte de um banco de dados nacional, com cerca de três milhões de pessoas cadastradas. É muito difícil encontrar uma pessoa compatível, por isso é importante ter um banco de dados extenso, explica a Responsável pela Captação de Doadores do Hemosc, Thayse Molinari. De acordo com ela, cerca de três milhões de pessoas estão cadastradas e até maio deste ano foram encontradas 111 pessoas compatíveis para realização do transplante. Por isso a importância de chamar a população para fazer o cadastro.

 

Quem pode ser doador? – Podem ser doadores pessoas com boa saúde e idade entre 18 e 55 anos. O procedimento consiste na retirada da medula do interior de ossos da bacia, por meio de punções. A medula do doador se recompõe em apenas 15 dias. Para doar basta procurar um Hemocentro ou Banco de Sangue mais próximo a sua residência e cadastre-se como Doador de Medula.

Será retirada uma pequena quantidade de sangue da veia do doador que será tipado para HLA, um exame de laboratório identificador de características genéticas. O HLA ficará disponível no REDOME (Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea) e quando um paciente aparecer a compatibilidade será verificada. No caso de ser compatível, o possível doador é contatado para decidir sobre o procedimento e seu estado atual de saúde será avaliado.

Vale ressaltar que para o doador, a doação será um incomodo passageiro. Para o paciente será a diferença entre a vida e a morte.

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