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Futebol feminino busca reconhecimento

Enquanto nossos consagrados craques nacionais, trocam constantemente os times brasileiros, por futuros incertos no futebol árabe e no extremo frio da Europa.

13 de outubro de 2007

Enquanto nossos consagrados craques nacionais, trocam constantemente os times brasileiros, por futuros incertos no futebol árabe e no extremo frio da Europa. Nossas jogadoras buscam somente um lugar ao sol. Brigam pelo reconhecimento, pela dignidade de poder levar o futebol como profissão e não apenas lazer.

Recentemente acompanhamos a vitória de nossa seleção no Pan Americano e o vice campeonato mundial. Só não conquistaram a Copa do Mundo, pois esbarraram na estrutura do futebol europeu. Nossas adversárias da final, a Alemanha, treinou durante toda temporada para a competição, enquanto as brasileiras só atuam junto quando disputam campeonatos. Não existe amistosos, treinos, nem sequer um torneio oficial no Brasil.

O futebol feminino caminha a passos lentos para uma evolução. Após muita cobrança pela valorização e profissionalização do esporte, a CBF, Confederação Brasileira de Futebol, anuncia ainda para este ano, a primeira Copa do Brasil. Destaque para nosso Estado, que realiza o primeiro campeonato estadual federado do país. As cinco equipes que disputam a competição foram chamadas para definir qual será o representante catarinense no campeonato nacional. Entre os cinco, Scorpions de São José e Atlético Pomerodense, manifestaram interesse, mas por questões de custo, a vaga ficou para a equipe de São José.

A jogadora Larissa Boechat Goede, de 16 anos, ela almeja um dia chegar ao profissional. Pela prática do esporte e vontade, com certeza não será problema. A atleta joga futsal em Pomerode, pelo Floresta, em Jaraguá, pela equipe da Malwee, além de atuar pelo Atlético Pomerodense, no futebol de campo.

Larissa que chegou a ser a número 1 do ranking no Estado disputando tênis, optou pela paixão do futebol, do qual conta com todo apoio da família para seguir adiante. Apesar de disputar as duas categorias, ela tem preferência pelo futsal, mas não esconde que, de onde aparecer a primeira oportunidade para iniciar sua carreira, ela seguirá.

Ela torce para o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil, para que o esporte consiga emplacar competições oficiais, com um calendário conciso, realizando torneios e campeonatos durante todo o ano. Este é o sonho não só da jogadora, mas sim de toda nação que espera o reconhecimento destas vencedoras atletas.

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