Fórum aborda formas de lazer em combate ao uso de drogas
Pela terceira edição, a Câmara de Vereadores de Pomerode recebeu, no dia 31 de maio, o Fórum sobre Drogas, promovido pelos conselhos municipais.
Pela terceira edição, a Câmara de Vereadores de Pomerode recebeu, no dia 31 de maio, o Fórum sobre Drogas, promovido pelos conselhos municipais. O evento teve como objetivo discutir medidas de lazer que possam diminuir os índices de consumo de drogas entre os jovens.
Para fomentar as discussões, compuseram a mesa Maicon Jackson Bittelbrun (CMDCA), Eliane Eleotério (COMAD), Rosita Jung (Conselho de Cultura e Lazer), João Antônio Negrello Filho (Gestor em dependência química), Karol Pinto (Jornal de Pomerode, representando a comunidade) e Sirley Maria Loureiro (UEJA), que atuou como mediadora da mesa.
O primeiro a se pronunciar foi o gestor em dependência química, João Antônio Negrello Filho que comentou que Pomerode está à frente de muitas outras cidades que pensam em alternativas para se reduzir o consumo de drogas e não somente em questões de cura dos viciados. Ele falou em números, os montantes de prejuízo que o Estado tem devido ao uso de drogas e também abordou o risco que elas trazem a saúde.
Representando a sociedade civil do município, Karol Pinto defendeu que a cidade já possui vários espaços que podem ser utilizados para a prática de esportes e promoção de atividades que envolvam os jovens e os desviem das drogas. Entretanto, ela acredita que não é somente essas ações que vão tirar o jovem desse caminho, e sim, a informação e a formação que eles recebem e que esse papel não pode somente ser redirecionado à escola, aos meios de comunicação ou ao Conselho Tutelar, mas que também cabe a família. “Cabe à família, berço principal de nossos valores e princípios, estabelecer o diálogo, conversar abertamente com seus filhos sobre drogas, acompanhá-los nos estudos e projetos que participam”.
Eliana Eleotério disse que, apesar de muitas vezes repetirmos que “no nosso tempo as coisas eram diferentes”, hoje devemos lidar com situações que não são resolvidas da mesma forma que eram antigamente. “Nós temos que trabalhar com a mudança da sociedade, com o que temos. Se tem atividades e o jovem não se interessa, devemos pensar em ações voltadas a ele”.
Apresentando projetos e dados, Maicon Jackson Bittelbrun lembrou do trabalho de vários setores da sociedade, destacando os esportes comunitários desempenhados pelos clubes de caça e tiro e que também podem contribuir para as ações do prevenção ao uso de drogas.
Pensando em alternativas de atividades, Rosita Jung lembrou que também é preciso incentivar os jovens que participem das atividades que já são disponibilizadas, ampliar a divulgação para que haja o interesse, envolver os jovens com música, artesanato, artes, trazer o que eles querem.
Durante a plenária, quando os participantes fizeram perguntas para a mesa, foram levantados vários aspectos, como o de formas de educação dos jovens, na necessidade de direção e foco que se precisa passar a eles. Trazer também os empresários para debates como esse, pois os pais dos jovens, que hoje podem ficar sozinhos em casa, trabalham nas empresas da cidade, para isso as empresas também devem atuar nesse sentido.
Por fim, sabemos que as drogas são um mal que acomete a sociedade, e que não é recente. E mesmo que se combata, ou extermine um tipo delas, outras surgirão tanto ou mais agressivas das que existem hoje. Cabe sim à sociedade pensar em alternativas de afastar o uso e, por sua vez, os efeitos que isso traz a uma comunidade e sabemos que evitando que um jovem, seja pela formação recebida em casa, pela informação consumida nos meios de comunicação, e pela educação promovida na escola, faça o uso de substâncias entorpecentes, estamos fazendo a nossa parte.
A comunidade precisa sim pensar em alternativas para se evitar esse consumo, mas ela precisa atuar em conjunto com família, entidades públicas ou privadas, escola, polícia e demais instituições.