Força Nacional no Estado
O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, conversou na tarde de domingo, dia 17 de fevereiro, com jornalistas sobre a estratégia que resultou na vinda da Força Nacional a Santa Catarina na sexta, dia 15. Durante a conversa, o governador também falou sobre o sistema prisional catarinense, o tráfico de drogas e a estratégia montada para a vinda da Força Nacional no Estado.
O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, conversou na tarde de domingo, dia 17 de fevereiro, com jornalistas sobre a estratégia que resultou na vinda da Força Nacional a Santa Catarina na sexta, dia 15. Durante a conversa, o governador também falou sobre o sistema prisional catarinense, o tráfico de drogas e a estratégia montada para a vinda da Força Nacional no Estado.
'Em novembro, fomos surpreendidos', disse Colombo sobre a primeira onda de ataques. Ele contou que de lá até agora, o governo e a inteligência da Polícia foram juntando informações, identificando pessoas e o modo de operação dos criminosos. 'Percebemos que havia uma organização criminosa atuando no estado', disse. Nessa segunda onda, o governador disse que foi a Brasília e levou informações para o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Foi montado um plano de inteligência junto com Abin, o Exército, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Militar Rodoviária (PRMv). Foi decidido que as transferências dos presos e os cumprimentos de mandados de prisão seriam realizados ao mesmo tempo.
Segundo o governador, a Força Nacional já estava pronta para vir ao estado no dia 6 de fevereiro. Porém, pelo entendimento dos serviços de inteligência estadual e federal e do governador e do Ministro da Justiça, a operação seria de 'alto risco' caso fosse realizada antes ou durante o carnaval. Por essa razão, a Força veio ao estado na sexta, dia 15. Para Colombo, era importante que os criminosos pensassem que o governo estava inativo e, por isso, ele havia declarado que não precisava de ajuda externa.
Para o governador, está ocorrendo 'um novo fenômeno social', em que o criminoso de alta periculosidade se utiliza daquele que comete pequenos furtos e é preso na mesma unidade prisional. Estes recebem ordens e as executam fora dos presídios. A maioria das ordens relacionadas aos atentados no Estado partiram da penitenciária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis. Sobre os 40 presos que já foram encaminhados para presídios federais, o governador informou que os 37 mandados para o Rio Grande do Norte pertencem à facção criminosa catarinense e os três enviados para Rondônia são de facção paulista.
Colombo acredita que esse fenômeno possa ocorrer em outros Estados e que a forma como os criminosos catarinenses atuam é a mesma de uma facção de São Paulo. Segundo o governador, a grande maioria dos detentos de Santa Catarina está ligada ao tráfico de entorpecentes. Conforme Colombo, Florianópolis é um polo de distribuição de drogas sintéticas, uma das principais fontes de renda para a facção criminosa catarinense.
Sobre os advogados, o governador afirmou que investigações da Polícia levaram a provas de que há envolvimento deles no esquema operacional e financeiro dos criminosos. Ele não sabe dizer se algum deles será transferido, mas afirmou que mais serão presos.