FMI reduz a projeção de crescimento do Brasil em 2014
Conforme reportagem veiculada no G1 São Paulo nesta semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a projeção de crescimento mundial para este ano, mas reduziu a perspectiva para a economia do Brasil, de acordo com relatório divulgado na terça-feira, 21 de janeiro. A expectativa para o Produto Interno Bruto Mundial (PIB) passou de uma expansão de 3,6%.
Conforme reportagem veiculada no G1 São Paulo nesta semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a projeção de crescimento mundial para este ano, mas reduziu a perspectiva para a economia do Brasil, de acordo com relatório divulgado na terça-feira, 21 de janeiro.
A expectativa para o Produto Interno Bruto Mundial (PIB) passou de uma expansão de 3,6%, esperada no relatório de outubro do ano passado, para 3,7%. Já a do Brasil, caiu 0,2 ponto percentual, de 2,5% para 2,3%.
Em um relatório divulgado em abril do ano passado pelo FMI, o órgão se mostrava bem mais otimista em relação à economia brasileira, com previsão de crescimento de 4% para o PIB de 2014.
Para 2015, a correção foi feita no mesmo sentido, com o crescimento mundial, permanecendo em 3,9%, e o do Brasil baixando de 3,2% para 2,8%, uma queda de 0,4 ponto percentual.
Em relação aos países emergentes que tiveram crescimento revisado para baixo, o FMI aponta como causas o consumo interno mais fraco que o esperado, como reflexo de crédito mais escasso, gargalos e incerteza política, o que reduz os investimentos. Economias com fraquezas internas e déficit nas contas externas estão particularmente expostas. As taxas de câmbio devem ser desvalorizadas (reduzindo o valor do real em relação ao dólar) em resposta à deterioração das condições de financiamento externas, diz o relatório.
O fundo monetário recomenda, ainda, apertar as contas e reforçar as políticas de supevisão e regulação da economia local.
A economia mundial, por outro lado, deve ter melhora na atividade, em boa parte por conta do avanço dos países desenvolvidos.
Regiões e países – O fundo elevou também a previsão de crescimento para o conjunto das economias desenvolvidas em 2014: o relatório de outubro previa alta de 2%, enquanto o divulgado nesta quarta-feira indica alta de 2,2%. Para 2015, no entanto, a perspectiva foi revisada para baixo, de 2,5% para 2,3%. As alterações seguem as perspectivas para o crescimento dos Estados Unidos, que passaram de 2,6% para 2,8% em 2014, e de 3,4% para 3% em 2015. Na zona do euro, o FMI prevê que o PIB cresça 1% este ano e 1,4% no próximo.
Na China, as revisões foram feitas para cima. Após duas altas consecutivas, de 7,7% tanto em 2012 quanto em 2013, o PIB chinês deve desacelerar para 7,5% este ano, e para 7,3% em 2015. Em outubro do ano passado, no entanto, o FMI previa crescimento menor para o país, de 7,3% e 7,1%.
Análise – A recuperação está ganhando força, afirma o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard. O principal motivo por trás da recuperação mais forte é que os freios da recuperação estão progressivamente sendo afrouxados (…) O sistema financeiro está sarando lentamente, avalia.
Blanchard ressalta, no entanto, que a recuperação é desigual. Entre as economias avançadas, ela é mais forte nos Estados Unidos que na Europa, mais forte no centro da zona do euro que no sul da Europa. Na maioria das economias desenvolvidas, o desemprego se mantém muito alto, ressalta.
Sobre as economias em desenvolvimento, Olivier apontou que o crescimento, embora menos acelerado que no passado, seguirá forte. Talvez o maior desafio seja o da China, que precisa conter o aumento de riscos no setor financeiro sem reduzir excessivamente o crescimento.