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Final feliz para triste realidade

Jovem de Pomerode encontra cãezinhos abandonados em saco de lixo e os resgata, proporcionando a eles uma nova
chance de encontrar um bom lar

1 de junho de 2015

O abandono de animais ainda é uma realidade muito triste em Pomerode. Todos os anos, vários animais são deixados à mercê por seus donos, passando fome, frio, e correndo risco de vida. Na semana passada, a jovem Ana Paula Dumes encontrou cinco filhotes em um saco de lixo. Em um ato de solidariedade, ela resgatou os pequenos e conta um pouco dessa história para o Jornal de Pomerode. “No dia 30 de outubro eu estava indo trabalhar quando passei pela Rua Massaranduba e vi um saco de lixo jogado na lateral da estrada. Vi um vulto preto, mas nem dei atenção. Logo após, um colega veio e me disse que tinha visto filhotes de cachorro, e que eram cinco. Esperei então para o meu horário de almoço, torcendo que nenhum carro pudesse atropela-los, para então poder resgata-los”.

Quando deu o horário de almoço, ela foi até lá. Contando com a ajuda de um garoto que morava na região, o resgate foi feito com sucesso. “Um menino que mora na vizinhança me viu indo em direção aos filhotes e veio me ajudar, estava difícil de retira-los do local, pois eles cavaram um buraco para se esconder, algumas pessoas deixaram água e comida, mas eles não poderiam ficar lá. O menino ficou com um machinho. Ele já havia adotado um cachorro que já era adulto e que estava aqui na rua, e eu levei para a casa da minha tia as quatro fêmeas que ficaram, pois tinha que voltar para o trabalho e não iria dar tempo de leva-las para minha casa. Meu namorado me ajudou trazendo ração e a montar um lugarzinho para aquela tarde. A noite fui para casa, montei um lugar para elas e fui busca-las na casa da minha tia.”, conta.

Mesmo com uma história triste, o final foi feliz. “Outras duas foram adotadas. Nós iriamos ficar com a menor, pois ela é bem confusa e quando a chamamos, ela fica procurando pela voz. Acreditamos que seja pela falta de oxigênio no saco, e para ela não ficar sozinha, ficamos com mais uma. No sábado de manhã, o pessoal da AMA bichos me trouxe remédio para verme para os filhotes e disse que qualquer coisa que eu precisasse era para falar com eles”. 

Ana é uma apaixonada por animais e não poderia deixar de ajudar nestas situações. “O que me levou a ajudar eles foi o simples fato de que amo muito os cachorros (entre outros animais) e não posso ver um passando necessidade na rua, mesmo quando não posso levar para casa, ajudo com ração e água. Que é o que faço com uma dálmata que está na rua onde eu moro. Se fosse uma pessoa ou uma criança passando fome ou necessidade, eu faria o mesmo”. 

Ela é totalmente contra o abandono e orienta as pessoas que animais são uma responsabilidade, e precisam ser cuidados e amados. “Acho uma crueldade sem fim, muitas pessoas me julgam por me preocupar tanto assim com um ‘animal’, mas acredito que eles podem ter mais sentimento do que qualquer outra pessoa. Não sei na verdade o que se passa na cabeça de um ser destes para abandonar assim. Se já tem um animal de estimação em casa, e acabou dando filhotes, leve para algum lugar, anuncie por ai, sempre terá uma pessoa disposta a adotar ou a ajudar. Levar em alguma agropecuária também ajuda, mas abandonar, sou totalmente contra. Também acho que deveria ser criada uma lei para a castração de animais, acho que isso iria diminuir radicalmente o número de abandonos na nossa região”, completa.

E ela termina orientando as pessoas sobre o que fazer se forem viajar no final de ano. “Gostaria de fazer um apelo para o pessoal que tem um animal de estimação em casa, que agora no período de final de ano, não abandonem eles na rua por não terem lugar para deixar eles enquanto viajam. Acredito que sempre pode ter um amigo, parente ou vizinho que pode tomar conta deles, pois eles também sentem frio, fome e é horrível ver eles por aí na rua, sozinhos”, comenta. 

“Queria agradecer a oportunidade de contar a história aqui. Precisamos que a prefeitura termine a obra do canil que está sendo construído em Pomerode, e criar um mutirão de castração na cidade”.

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