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Fim ou recomeço?

Em comemoração ao Dia Nacional do Aposentado, transcorrido no dia 24 de janeiro, pomerodenses falam sobre como aproveitar este período de suas vidas.

1 de junho de 2015

Nada melhor do que, depois de uma vida inteira de trabalho, você tirar um tempo para curtir um pouco a vida, não é mesmo? A aposentadoria é considerada um “prêmio” e este período deve ser vivido com plenitude.
Tanto que existe um dia dedicado a essas pessoas. O Dia Nacional do Aposentado foi comemorado na quinta-feira, 24 de janeiro, juntamente com o aniversário de 90 anos da Previdência Social brasileira. A data foi instituída pela Lei nº 6.926, de 30 de julho de 1981 e foi escolhida em homenagem à aprovação da Lei Eloy Chaves, em 24 de janeiro de 1923. Esse dispositivo legal é considerado o marco histórico que oficializou a criação da Previdência Social brasileira.
Atualmente, o sistema previdenciário paga 16,7 milhões de aposentadorias. Desse total, 8,7 milhões são aposentadorias por idade, 3,2 milhões por invalidez e 4,8 milhões por tempo de contribuição. Da quantida de aposentadorias, 10,4 milhões são de segurados do setor urbano e 6,2 milhões do setor rural.

Vivendo intensamente – Em Pomerode, a realidade não é diferente. Quem contribui durante muitos anos, que ter um pouco de paz e sossego, mas isso não significa que a vida vire um marasmo. É o caso de Bernardo Zimmer, de 76 anos e aposentado há 22, que tem no esporte o seu maior estímulo para continuar vivendo. Ele é praticante de Tiro Esportivo e participa de diversas competições, além de fazer a manutenção das suas armas.
“Eu trabalhei durante 35 anos como mecânico. Destes, 25 foram na antiga Firma Weege, onde eu fazia a manutenção dos carros. Já naquela época eu atirava, mas apenas como hobby. Somente em 2000, é que comecei a me dedicar mais, pois foi quando eu comecei a participar do Campeonato Estadual, representando o 2º de Maio. Meus amigos me deram muita força e fui gostando de tudo isso. Hoje, atirar é o meu divertimento”, relata.
Sr. Bernardo, que é coordenador de tiro da sociedade e também sócio do 1º de Maio, ambos em Pomerode Fundos, diz que antes de 2000, apenas competiu em festas de Rei e também na Festa Pomerana. Mesmo assim, seus resultados sempre chamavam a atenção. “Sempre figuro entre os primeiros colocados. Neste ano não foi diferente, porque fiquei campeão pela minha sociedade no Torneio de Tiro da Festa Pomerana. Dentre 12 atiradores, o ‘opa’ aqui ficou na frente de novo”, ressalta, aos risos.
No Estadual, o atirador também se destaca. “Em 2009, acabei a competição na primeira colocação individual, entre 186 atiradores, de toda Santa Catarina. O Tiro me ajuda a ter calma e concentração, na busca do melhor resultado, e isso é benéfico para o meu dia-a-dia”.

Apoio – O Tiro Esportivo vem sempre buscando uma renovação. No entanto, o aposentado acredita que isso poderia ser bem mais evidenciado. “Hoje em dia, os jovens procuram outros esportes, como o futebol. Ou ainda, quando arranjam uma namorada, acabam se distanciando. Eu gostaria de ver mais joven atirando, o que faria com que a modalidade fosse perpetuada”.
Mas essa é uma realidade diferente na casa dos Zimmer, uma vez que o Sr. Bernardo tem na esposa, D. Waltraud, de 73 anos, o apoio necessário para a prática da modalidade. “Eu o acompanho desde sempre e acho que a minha presença é fundamental para os seus resultados. Eu também atiro, mas ele é muito melhor do que eu”, esclarece.
A qualidade de vida pode ser notada logo de cara. Muito lúcido e bem humorado, o atirador diz que o esporte é a sua grande paixão, atualmente. “Todos os vícios são substituídos pela alegria de atirar. Quando eu era mais novo, a visão colaborava, mas mesmo assim, busco na minha experiência o diferencial. Além disso, poder viajar e estar com os meus amigos é algo que não tem preço”, finaliza.

Uma vida dedicada ao comércio
Se há aqueles que curtem as suas “férias”, fazendo coisas diferentes, por outro lado, existem aquelas pessoas que não param de trabalhar depois que se aposentam. Em muitas situações a renda precisa ser complementada e os aposentados continuam ativos no mercado de trabalho.
Pertinho da sede do Jornal de Pomerode, há um caso que se encaixa neste perfil. Trata-se de Mário Harmel, que se aposentou há 18 anos, mas continua seus afazeres em seu estabelecimento comercial, muito famoso na cidade. “Eu tenho o meu bar há 49 anos, completados no dia 19 de janeiro. Eu acredito que a pessoa não pode ficar parada, tem que correr atrás das coisas. Por isso, uso a minha experiência como garçom para atender os meus clientes da melhor maneira possível”, diz.
Ao seu lado, e não menos guerreira, está a esposa, Ruth, que sempre incentivou o marido. “Eu o conheci fazendo isso e nos casamos em 1975. Não poderia deixar de apoiá-lo. No começo, as coisas são um pouco mais difíceis, mas a gente acaba se acostumando. Infelizmente, minha saúde hoje em dia não me permite ajudar o Mário como ele merece, mas eu sei que eu pude contribuir com o sucesso do estabelecimento”.
Apesar de todas as dificuldades, o casal traz sempre um sorriso no rosto, que cativa a todos que frequentam o Bar do Harmel. “Além de clientes, fizemos também muitos amigos e isso é muito gratificante, pois trabalhamos com mais prazer e dedicação, finaliza o comerciante.

Quem pode se aposentar?
Os segurados da Previdência Social podem se aposentar por idade. No caso dos homens, é necessário ter completado 65 anos. Já a idade mínima exigida para as mulheres é de 60 anos. Os trabalhadores rurais podem pedir aposentadoria por idade com cinco anos a menos: os homens a partir dos 60 anos, e as mulheres, quando completarem 55 anos. Para ter direito à aposentadoria por idade, os trabalhadores urbanos devem ter realizado 180 contribuições. Já os trabalhadores da zona rural devem comprovar, por meio de documentos, 180 meses de atividade no campo.
No caso da aposentadoria por tempo de contribuição, o trabalhador homem deve comprovar, pelo menos, 35 anos de contribuição e a trabalhadora mulher, 30 anos.

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