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Férias e bichos

Com o fim do ano chegando quem vai viajar pode se programar para levar o animal junto sem dores de cabeça ou deixa-
lo em locais apropriados

4 de dezembro de 2014

Com a chegada das festividades e feriados de natal e réveillon, a ideia de viajar surge como uma boa opção para descansar e ganhar mais energia para as atividades do ano que vai se iniciar daqui mais de um mês. Mas o que fazer quando se tem um animal de estimação? Será uma boa ideia levar o pet numa longa jornada ou o melhor é deixar em casa? Para tomar essa decisão é preciso levar alguns pontos como distância, clima, meio de transporte, idade e condições de saúde do animal em consideração.

Distância – Quanto maior o percurso percorrido mais estressante é para o animal. De acordo com a veterinária Silvia C. Parisi, a mudança de ambiente também é um fator de estresse. Muitos cães ressentem-se da viagem e estranham o novo local. Além disso podem ocorrer episódios de diarreia e/ou inapetência. Mas rapidamente o animal adapta-se às novas condições. Os gatos estranham muito mais um novo ambiente do que os cães. Regra geral: evitar viagens muito longas.

 

Clima – Viajar no verão, sobretudo se a viagem for de carro, não é o ideal. A tendência é que a temperatura corpórea de cães e gatos aumentem em ambientes fechado, devido ao fato deles não suarem. Se o meio de transporte carro for inevitável, o ideal é programar a viagem em horários mais frescos e parar frequentemente para oferecer água ao animal.

 

Meio de transporte – Não são todas as empresas de ônibus que aceitam o transporte de animais. Para as viagens mais longas prefira o percurso aéreo que não gera tanto estresse. Cães e gatos podem viajar bem de avião, mas existem algumas regras a serem seguidas. É preciso informar as dimensões e tipo de caixa de transporte, reserva, número de animais por voo, necessidade de sedação, dentre outros.

 

Em avião – Para viajar de avião é necessário apresentar documentos como atestado de saúde fornecido pelo veterinário, expedido no máximo três dias antes da viagem e certificado de vacinação antirrábica, feita com trinta dias ou mais antes da viagem.

O proprietário de posse desses documentos, deverá ir ao Ministério da Agricultura, que lhe fornecerá um atestado Certificado Zoo Sanitário Internacional. Para viagens fora do país, também é necessário informar-se no Consulado do país de destino quais as exigências para a entrada do animal. Alguns países aceitam apenas o atestado do Ministério da Agricultura ou exigem um visto consular para a entrada do animal. Há países que exigem que o animal cumpra um período de quarentena no aeroporto. Países da Europa em geral, solicitam um exame sorológico para confirmação da vacinação antirrábica, que deve ser feito com bastante antecedência (3 meses antes da viagem). Há restrições quanto ao número de animais que estão imigrando em alguns países. Portanto, informe-se antes para evitar surpresas no desembarque.

Na maioria das companhias, o animal irá no compartimento de carga dentro de uma caixa de transporte, cujas medidas e características variam com a companhia aérea. Informe-se sobre o tipo de caixa e medidas antes de comprá-la. Algumas companhias permitem que os animais viagem com os donos. Raças pequenas e gatos são tolerados junto com os passageiros, em alguns casos. Há restrições quanto ao número de animais por voo, portanto, deve-se fazer uma reserva para viajar com o animal.

 

No carro – Para viagens nacionais feitas em carros basta levar o atestado de saúde e de vacinação do animal. O transporte deve ser feito no banco de trás e o bicho de estimação não deve estar com partes do corpo expostas pela janela. A guia deve ser presa ao cinto de segurança ou um equipamento próprio para animais deve ser utilizado. Há risco de multas para quem não cumpre a norma e deixa o animal exposto à janela ou sozinho no banco da frente. Uma caixa de transporte pode ser utilizada desde que a temperatura não esteja elevada. A caixa é indicada para os gatos e tende a diminuir o estresse do animal. Estão vetados os transportes de animais soltos dentro da caçamba de veículos utilitários. Existem cintos de segurança para cães em lojas especializadas, como as pet shops.

O movimento do veiculo pode provocar vômito nos animais e um veterinário deve ser consultado sobre a possibilidade de medicação antes da viagem. Alimentar durante o trajeto também não é recomendável.

 

Idade e condições de saúde – Não é recomendável viajar com animais idosos ou com más condições de saúde. Os filhotes abaixo de quatro meses, que ainda não completaram a vacinação não devem ficar expostos a outros animais ao à rua.

 

E se o animal ficar? – Deixar o animal aos cuidados de alguém ás vezes pode ser o melhor para ele. Caso não haja ninguém disponível para a função, existem hotéis para cães e gatos que recebem os animais, desde que estejam com a vacina em dia. 

Procurar referência do hotel e conhecê-lo por antecipação pode gerar mais confiança na hora da escolha. O animal precisa ter espaço para circular dentro do canil e uma área em que possa se exercitar e tomar sol. A comida deve ser a habitual, pois a introdução de uma alimentação diferente pode causar diarreia. O telefone do veterinário no hotel deve ser deixado em casos de emergência. É comum que o bichinho sinta falta do dono nos primeiros dias, mas com um tratamento com carinho, fará com que ele logo se acostume.

 

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