Explorando a Matemática na Floresta Encantada
Que Pomerode tem um grande potencial na educação, todos sabem. Prova disso foi a participação de quatro equipes pomerodenses na Feira Nacional de Matemática, que aconteceu em Salvador, na Bahia, nos dias 25 e 26 de setembro. A partir desta edição, o Jornal de Pomerode vai publicar uma matéria de cada um dos projetos apresentados na feira, e que foram muito aclamados pelos visitantes.
Que Pomerode tem um grande potencial na educação, todos sabem. Prova disso foi a participação de quatro equipes pomerodenses na Feira Nacional de Matemática, que aconteceu em Salvador, na Bahia, nos dias 25 e 26 de setembro. A partir desta edição, o Jornal de Pomerode vai publicar uma matéria de cada um dos projetos apresentados na feira, e que foram muito aclamados pelos visitantes que passaram pelo Museu de Ciência e Tecnologia da Bahia (MCT). O primeiro projeto a ser apresentado é o da professora Crista Baumann Konell, do Centro de Educação Infantil Rosa Borck. “Nosso projeto “Explorando a Matemática na Floresta Encantada” foi desenvolvido com 20 crianças de quatro anos. A Floresta Encantada construída pelas crianças foi o cenário desencadeador do projeto, no qual diversos personagens e diversificados materiais foram explorados de forma lúdica e encantadora. Situações matemáticas foram criadas para que as crianças tivessem possibilidade de propor soluções, explorar possibilidades, levantar hipóteses, abandonar crenças e consequentemente ampliar seus conhecimentos”, explica ela.
Crista conta ainda que o projeto surgiu da necessidade que as crianças têm de aprender, usando a imaginação. “Este Projeto de Construção ‘Explorando a Matemática na Floresta Encantada’ começou a criar vida baseado na observação do brincar das crianças desta turma. A fantasia, a imaginação e o faz de conta criados pelas crianças se fazem presentes cotidianamente. O Mundo para elas é um ‘Mundo da Fantasia’. Assim, brincar com a imaginação e fantasia num cenário encantador como a Floresta Encantada remete ludicamente a criança a uma viagem a um mundo de fantasia, no qual, diversos personagens e diversificados materiais compõe um cenário maravilhoso, em que as diferentes linguagens podem ser exploradas”, relata.
Brincando na Floresta Encantada, as diversas linguagens e principalmente a linguagem matemática é explorada pelas crianças de forma mágica e encantadora. A diversidade de situações em que é possível explorar a linguagem matemática é incalculável e muito rica. “Compreendendo de forma segura e consciente a criança como um sujeito ativo, participativo, explorador, reflexivo, questionador, curioso e cheio de imaginação, vão criando-se neste contexto possibilidades da criança atrever-se a explorar novos mundos, novas situações, novas experiências nas quais seja capaz de propor soluções, explorar possibilidades, levantar hipóteses, abandonar crenças e consequentemente ampliar seus conhecimentos”, conta Crista.
O brincar é atividade fundamental para crianças pequenas, é brincando que elas descobrem o mundo, se comunicam e se inserem em um contexto social. Brincar é um direito da criança, além de ser de suma importância para seu desenvolvimento. “Através de muita observação, constatou-se que as crianças desta turma são apaixonadas por brincadeiras que envolvem a imaginação, são apaixonadas pelo mundo da fantasia, no qual qualquer um pode ser princesa, príncipe, bruxa, fada, mamãe, papai ou lobo. Com muita criatividade, ao brincar, criam situações maravilhosas nas quais a imaginação invade totalmente este ato”.
O projeto foi apresentado pela primeira vez na Feira de Matemática de Pomerode de 2013 e depois foi passando de fase em fase até chegar à etapa nacional. “Cada fase que conquistávamos era uma grande vitória. Mas quando anunciaram na Feira Catarinense de Matemática que nosso projeto recebeu prêmio destaque com indicação para Feira Nacional de Matemática, um sentimento de muita alegria envolveu as crianças. Para nós adultos além, do sentimento de muita alegria outro sentimento veio acompanhado. Novo desafio e grande responsabilidade ao representar nosso CEI a nível nacional na categoria Educação Infantil“, lembra.
Claro que na Bahia a experiência seria maravilhosa, afinal, é uma região nova, com costumes diferentes. Mas nada impediu que Crista e as crianças se divertissem e também aprendessem. “Tanto para as crianças quanto para nós educadoras foi encantador. As crianças a cada momento compartilharam seu projeto com muita alegria e disposição. Constantemente estavam brincando na Floresta Encantada com novos coleguinhas vindos de outros Estados. A ‘Floresta Encantada’ podemos dizer que foi um sucesso entre as crianças com as quais conseguimos compartilhar nosso projeto e uma volta aos tempos de infância, para os adultos que nos prestigiaram. Foi um presente para nossas crianças e para nós adultos conhecermos outras culturas, outro modo de falar, outra alimentação, outras paisagens, outras realidades e outras músicas”.
O projeto levou o prêmio destaque na Feira e Crista deve isso principalmente a interação que as crianças tiveram com o público. “Com certeza o que mais pesou na avaliação foi a socialização do projeto realizada pelas crianças Isabelly e Maitê. As socializações foram maravilhosas. Conseguiram transmitir ao público as diversas etapas do projeto e os diversos conceitos matemáticos envolvidos de forma lógica e encantadora. Meninas que com seu jeito alegre, encantador e comunicativo conseguiram conquistar muitos”.
E o que não faltam são pessoas que ajudaram no projeto e que estiveram do lado da professora e dos alunos. “Não poderia deixar de agradecer a participação e ajuda dos pais das meninas, que sem medir esforços nos acompanharam nesta aventura. São parceiros da educação. A Professora Anastácia que sempre me auxiliou nesta aventura, foi fundamental sua presença durante estes dias. A APP e direção de nossa instituição que estavam sempre dispostos a nos auxiliar. O premio não é só nosso, é de todas as crianças desta turma e de cada funcionário da instituição que de alguma forma contribuíram para que alcançássemos o sucesso do mesmo”.
E Crista finaliza. “Com este projeto acreditamos que muito contribuímos para que hoje e futuramente a curiosidade matemática das crianças, juntamente com a confiança em suas capacidades e potencialidades, motive-as a explorar novos mundos, novas situações e experiências nas quais terão capacidade de propor soluções, levantar hipóteses e consequentemente ampliar seus conhecimentos matemáticos. Assim fundamentadas na citação de Renata Lefevre, podemos concluir que as crianças tiveram oportunidade de ‘FAZER MATEMÁTICA'”.