Experiência em favor do voluntariado
Levar o que você faz no seu dia a dia, como profissão, para alunos da rede escolar pomerodense. Até aí, tudo bem, mas o inusitado nisso é o que está sendo ensinado às crianças: a arte de cozinhar.
Levar o que você faz no seu dia a dia, como profissão, para alunos da rede escolar pomerodense. Até aí, tudo bem, mas o inusitado nisso é o que está sendo ensinado às crianças: a arte de cozinhar.
Evanir da Silva, a popular Preta, atua como cozinheira há 17 anos no Restaurante Lunge, e desde o início do segundo semestre, passa seus conhecimentos a alunos do C.E. Nossa Senhora de Fátima. A oficina de culinária já existe faz um tempo. No entanto, este ano, as aulas iriam ser ministradas por uma professora, aí eu me ofereci para fazer esse trabalho voluntário, diz Evanir.
Para ela, trabalhar com crianças, ainda mais ensinando aquilo que mais sabe, é muito gratificante. Eu estou gostando da experiência. Além disso, eu me surpreendi com o empenho dos pequenos. Eles são muito curiosos, querem saber e entender como são feitas as receitas. Achei que não se interessariam pela culinária, conta. Acho criança tudo de bom. Se eu pudesse, teria uma creche inteirinha só para mim, acrescenta, aos risos.
Preta ministra a oficina duas vezes por semana, para alunos do 1º ao quarto ano. Já estamos pensando em ampliar, pois mais turmas estão interessadas nas aulas. Como só tenho uma hora para fazer a receita, preciso pensar em pratos saudáveis e rápidos, nos quais as crianças acompanhem todo o processo, desde o preparo até a finalização. Se não é possível acabar, eu deixo-o pronto para que saboreiem no outro dia. Estamos no início, mas a primeira impressão foi muito boa, destaca.
Evanir – Como realiza voluntariamente este trabalho, a cozinheira não recebe auxílio financeiro. No entanto, repassar seus conhecimentos às crianças é bastante gratificante. Conciliar as atividades é um pouco corrido, mas muito divertido. Quando você faz o que gosta, não é difícil. A gente fica cansada, mas no outro dia descansa e está tudo bem, ressalta.
Todo trabalho voluntário é prazeroso. No meu caso, sempre me envolvi com a escola da minha filha Maitê, para estar sempre em contato e saber o que acontece. Ministrar esta oficina foi mais uma maneira de estreitar meus laços com esta instituição, acrescenta Preta.
Segundo ela, os próximos pratos serão os empadões, com muitos legumes, que também influenciam na boa alimentação dos alunos. E suas receitas já estão começando a ficar famosas dentro da escola. O feedback também é importante. Já chegaram a me abordar para pedir as receitas feitas na escola. Isso quer dizer que o trabalho está sendo bem feito, comemora.
Os anos de experiência de Evanir colaboram para que as oficinas sejam um sucesso. Eu sempre me imaginei trabalhando com o povo, pois gosto de falar e conversar. Não me arrependo de nada e ver a satisfação das pessoas com uma boa comida, é algo que me deixa muito feliz finaliza.