EUA oficializam tarifa de 25% sobre produtos brasileiros; veja o que muda
Cobrança entra em vigor em 22 de julho e atinge parte das exportações brasileiras; Entenda os principais pontos da decisão
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Os Estados Unidos confirmaram a aplicação de uma tarifa de 25% sobre mais de 4 mil produtos brasileiros. A medida entra em vigor no próximo dia 22 de julho e foi anunciada após a conclusão de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).
Apesar da nova cobrança, milhares de produtos ficaram de fora da taxação. Confira os principais pontos da decisão.
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A tarifa começa a valer em 22 de julho
A nova taxa de 25% será aplicada sobre mais de 4 mil produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos. Segundo o governo norte-americano, a medida é resultado de uma investigação comercial e da falta de acordo entre os dois países.
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Nem todos os produtos serão taxados
Os EUA divulgaram uma lista com mais de 2,2 mil itens isentos, entre eles carnes bovinas, café, frutas, fertilizantes, minerais e aeronaves. Com isso, a tarifa deve atingir cerca de 20% das exportações brasileiras para o mercado americano.
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Relatório cita Pix e decisões da Justiça brasileira
O governo dos EUA afirma que práticas comerciais do Brasil são “injustas”. O relatório menciona o Pix, decisões judiciais envolvendo plataformas digitais, questões relacionadas ao etanol, demora na análise de patentes e críticas ao combate ao desmatamento ilegal e à corrupção.
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Governo brasileiro reage
O governo brasileiro classificou a medida como injusta e afirmou que os argumentos apresentados pelos Estados Unidos não justificam a nova tarifa. O Ministério da Fazenda informou que avalia os impactos e poderá adotar medidas de reciprocidade para proteger os setores afetados.
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Disputa comercial continua
O impasse entre os dois países começou em 2025 e voltou a se intensificar nos últimos meses. Enquanto o governo brasileiro vê motivação política na decisão, empresas norte-americanas como Coca-Cola, Tesla e eBay alertam que a taxação pode aumentar os custos de produção e encarecer produtos nos próprios Estados Unidos.