Estudo comprova que mulheres brasileiras trabalham mais
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou na quinta-feira, dia 19 de julho, um estudo que comprova que as mulheres trabalham mais do que os homens no Brasil. O estudo baseia-se no tempo total de trabalho, o que inclui os afazeres domésticos e a jornada formal no mercado de trabalho. A OIT informou que os homens trabalham, em média, 53 horas por semana.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou na quinta-feira, dia 19 de julho, um estudo que comprova que as mulheres trabalham mais do que os homens no Brasil. O estudo baseia-se no tempo total de trabalho, o que inclui os afazeres domésticos e a jornada formal no mercado de trabalho.
A OIT informou que os homens trabalham, em média, 43,4 horas por semana no mercado de trabalho e outras 9,5 horas em casa, somando assim uma jornada de 53 horas semanais. Enquanto isso, as mulheres têm uma jornada total de 58 horas semanais, sendo 36 horas no mercado formal de trabalho e 22 horas em casa. Com isso, os números, relativos ao ano de 2009, mostram que as mulheres têm uma jornada de cerca de cinco horas a mais por semana do que os homens.
Para Laís Abramo, diretora da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, esse quadro mostra que são importantes políticas de conciliação entre trabalho, vida pessoal e vida familiar.
Homens participam de ‘atividades interativas’
O estudo da Organização Internacional do Trabalho informa ainda que a participação dos homens nos afazeres domésticos está mais concentrada em “atividades interativas”, como a realização de compras de mantimentos em supermercados, o transporte dos filhos para a escola e “atividades esporádicas” de manutenção doméstica, como reparos e consertos no domicílio.
Redefinição das relações
A OIT concluiu, no estudo, que a “massiva incorporação” das mulheres no mercado de trabalho não vem sendo acompanhada de um “satisfatório processo” de redefinição das relações de gênero com relação à divisão sexual do trabalho, tanto no âmbito da vida privada, quanto no processo de formulação de políticas públicas e de ações por parte de empresas e sindicatos, especialmente no concernente às responsabilidades domésticas e familiares.
Fonte: Globo.com