Covid-19

‘Estamos entrando em colapso’, diz secretário de Saúde de SC, estado tem fila de espera por leitos de UTI Covid-19

Maior taxa de ocupação de leitos de UTI foi atingida na quarta, quando região Oeste também tinha 32 pacientes aguardando por leito ou transferência.

25 de fevereiro de 2021

O secretário da Saúde de Santa Catarina, André Motta, admitiu que o estado está enfrentando um colapso na saúde por causa do coronavírus. Na quarta-feira (24), os hospitais atingiram a maior taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) geral e Covid do Sistema Único de Saúde (SUS) em toda a pandemia: 91,18%. No início da tarde desta quinta (25), 83 pacientes aguardavam por leitos de UTI, segundo dados internos da Secretaria de Estado da Saúde (SES) que o G1 teve acesso.

O estado publicou na noite de quarta um decreto com novas restrições em Santa Catarina validas por 15 dias a partir desta quinta (25). Em mensagem enviada aos prefeitos catarinenses, Motta pediu medidas mais restritivas para diminuir a circulação de pessoas.

“Preciso informar a todos que a situação da pandemia deteriorou no Estado todo e, a exemplo do que acontece nas regiões mais a Oeste, estamos entrando em colapso! Todos os esforços de Estado e municípios, até então, são insuficientes em face à brutalidade da doença. Infelizmente, percebesse fenômeno similar no resto do país, disse Motta.”

Desde março, ao menos 652,8 mil pessoas tiveram diagnóstico positivo de coronavírus e 7,1 mil desses infectados morreram. Na terça-feira (22), o governo estadual encaminhou pedido de apoio ao Ministério da Saúde por causa da possibilidade de faltar remédios de 'kit intubação'. Os estoques são insuficientes em muitos hospitais.

 

Medidas restritivas

No comunicado aos prefeitos, além de pedir medidas contra a Covid-19, o secretário estadual solicita esforço na área da saúde.

“Solicito aos gestores municipais que tomem medidas emergenciais para diminuir significativamente a circulação das pessoas, mantendo apenas serviços essenciais e que convoquem toda a força de trabalho da Saúde para o enfrentamento”, pediu o secretário estadual aos gestores municipais.

Diferente da solicitação aos municípios, no decreto publicado no Diário Oficial do Estado não há fechamento de serviços não essenciais. Também não há restrição à circulação de pessoas, como ocorreu em outro decreto publicado em dezembro.

Com informações de G1

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