Geral

Esquecê-lo… jamais!

E.B.M. Olavo Bilac

30 de agosto de 2008

E.B.M. Olavo Bilac



No dia 28 de julho, na homenagem cívica, nós, alunos, ficamos sabendo de algo realmente lamentável. Quando soubemos que nosso professor de Ensino Religioso havia sido internado, já ficamos preocupados. Mas ao saber que tal coisa havia acontecido, então, parecia que o telhado havia desabado sobre nossas cabeças. Mas vocês devem estar se perguntando: “O que, de tão grave, pode ter acontecido?”. Pois a resposta é: a pior coisa que poderia acontecer. Nosso querido professor de Ensino Religioso, Álvaro Basso, faleceu dia 25 de julho.


Ele era um exemplo para todos. Era forte, alegre, e nunca perdeu as esperanças de que um dia iria se recuperar. Às vezes, ele perdia a paciência e realmente ficava bravo conosco, mas minutos depois já estava fazendo brincadeiras e rindo. Quem conviveu com ele fora da sala de aula sabe que ele era simpático, batalhador…


Muitas vezes não damos valor a uma verdadeira amizade enquanto nosso amigo está vivo. Mas quando ele morre, muitas pessoas esquecem dessa amizade, pois pensam que como esse amigo morreu, aquela amizade que existia entre eles, também morreu. Mas se esta amizade é verdadeira, isso nunca acontece, pois uma verdadeira amizade supera idas, voltas, mas o mais importante: uma verdadeira amizade pode até superar a morte. Por isso, mesmo não estando mais aqui na Terra, nossa amizade com o professor Álvaro nunca morrerá, pois foi, é, e sempre será verdadeira, uma amizade onde aprendemos, ensinamos, acertamos e erramos.


Nosso professor pode não estar aqui na Terra, caminhando conosco, mas com certeza estará para sempre em nossos corações, em nossas lembranças de momentos especiais, e também nos guiando para que sigamos o caminho da paz, do amor, da felicidade, que sigamos o caminho do bem.


“Um novo anjo está alegrando o céu. O nome dele, ah, isso é fácil de adivinhar! O nome dele é Álvaro Basso!”, destaca, orgulhosa e emocionada, a jornalista mirim Andressa Rafaela Raduenz.


“Nosso querido amigo e irmão professor Álvaro, que durante a sua jornada entre nós, mostrou-nos, através de atitudes e exemplos, o que vem a ser um ´homem de bem´. Por diversas vezes vimo-lo praticar a justiça, o amor e a caridade na sua maior pureza. Homem simples, sem vaidades mundanas que assolam e destroem a humanidade. Preocupava-se em ser útil pelo simples prazer de fazer o bem. Sempre a sorrir, questionava-se sobre seus próprios atos, perguntando-se sobre a possibilidade de ter feito tudo o que lhe era possível. Tinha fé em Deus, na sua bondade, justiça e sabedoria divina. Sabia que nada acontece sem a sua permissão, e, por conseguinte, submetia-se à sua vontade.Tinha fé no futuro, por isso colocava seus bens espirituais acima dos bens temporais.Deu-nos uma grande lição de vida, pois em nenhum momento esmoreceu. Manteve-se sempre esperançoso, acreditando que todas as dores e problemas pelos quais passamos são provas e expiações, e as aceitou sem lamentações. Sua energia, até enquanto tinha forças, sempre foi positiva e austera, mantendo-nos, também, esperançosos até o fim. Deixa em nós a saudade e a certeza de termos tido entre nós um ser humano, ainda com muitas imperfeições, mas que acima de tudo procurou alcançar a plenitude do bem e da perfeição, para que mais próximo pudesse ficar de nosso Pai, o Criador. Que Deus olhe por nosso irmão e que ele encontre a luz, e paz e a felicidade que tanto buscamos”, destaca emocionada a professora de Ciências Cristina Tavares de Oliveira

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