Geral

Esporte para todos

Botonistas de todas as idades competem no Catarinense por Equipes de Futebol de Mesa.

29 de novembro de 2010

Um campeonato estadual de futebol de mesa por equipes (modalidade 12 toques) pode ter muito mais histórias para contar, do que simplesmente a quebra da hegemonia do Cruzeiro Joinvillense, de Joinville, bicampeão catarinense.
Não foi somente a grande virada do Caçador Futebol de Mesa, que superou, além do Cruzeiro, terceiro colocado, o vice-campeão São Bento do Sul e Grêmio Olímpico de Blumenau, quarto colocado, que chamou atenção na grande final da Série Ouro, no dia 16 de outubro, realizada no Bela Vista Country Club, em Gaspar.
Organizada pelo departamento de futebol de mesa do Clube Atlético Tupi, a competição mostrou que não há perfil para se apaixonar por esse esporte, quase secular e que move gerações.
São homens casados e com filhos, como o membro do Cruzeiro Joinvillense, Luiz Henrique Nicolazzi, 41 anos, que se dedicam ao esporte e procuram difundi-lo para que mais pessoas pratiquem. Nicolazzi é um praticante desde os seis anos de idade, como muitos outros que estavam presentes, mas compete há 18 anos e diz que essa experiência é fundamental para garantir as conquistas, disse, momentos antes de perder a segunda colocação para o Caçador e ver o time do meio-oeste catarinense superar o São Bento que liderava a competição até então.
Mas para Nicolazzi, o mais importante do futebol de mesa não são as rivalidades entre os clubes, mas sim a lealdade que impera no jogo, que não possui árbitros. ?O futebol de mesa é um esporte onde, a lealdade e a camaradagem, são fundamentais para a prática, já que há não ninguém para regular as regras?, comenta o jogador de Joinville.

Influência
Um hobby levado a sério, mas que Luiz Henrique Nicolazzi não conseguiu passar adiante para o filho de 21 e nem para a filha de nove anos de idade, bem diferente de Ana Carolina Schmidt, de 14 anos. Única mulher nas finais do Catarinense por Equipes, começou a jogar o famoso botão ?Estrelão? em casa, com o ex-marido de sua mãe e com o irmão Iago Schmidt, que também participava da competição em Gaspar. ?Jogava Estrelão com o marido do segundo casamento da minha mãe. Um dia, fomos ao shopping e estava acontecendo uma competição e desde daí, há dois anos, participo de competições?, disse a botonista da Associação Itajaiense de Futebol de Mesa, que estava acompanhada da mãe, Shirley Schmidt, participante da organização da competição.


Série Prata

Ana Carolina e sua equipe da Associação Itajaiense superaram o Marcílio Dias, no clássico do Litoral, mas não foi dessa vez que ela levou o título para casa. A conquista da Série Prata, competição paralela à grande final, ficou mesmo com os donos da casa, o Tupi, que estava representado pelos botonistas Jean Nikolajof, Cléber Nicoletti, Gustavo Arruda, Cesinha e Alan Vanzuita. Grande vitória que selou o bom ano, no qual o clube gasparense encerrou sua participação na quinta colocação no ranking catarinense. Como foi organizador do evento o Clube Atlético Tupi ficou responsável pela premiação, que contou com homenagens a ex-desportistas do clube que marcaram época no Alviverde de Gaspar.

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