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Especial Dia das Crianças

Especial de Dia das Crianças conta a rotina do menino Emanuel, que apesar de estar à espera de um doador de medula óssea compatível, leva uma vida alegre e cheia de esperanças

1 de junho de 2015

O tapete da sala fica abarrotado de carrinhos, bonecos, quebra-cabeças e todo tipo de brinquedo. Da cozinha, a mãe, Rosana Scheidt Penteado, escuta os risos e as histórias criadas em exercícios lúdicos pelo filho e seu amigo inseparável. Ela se diverte. O caçula Emanuel, de 9 anos, bastante conhecido em Pomerode, brinca com o amigo Rodrigo. Recentemente os dois, junto com a irmã de Emanuel, a Eduarda, deixaram a imaginação fluir e montaram uma cidade inteira feita de papel, com direito a delegacia de polícia e indústrias. A deliciosa bagunça foi certeira. “Mas eles organizam depois”, diz Rosana.

É bom ser criança. Mesmo em meio ao turbilhão de tratamentos de saúde, que Emanuel tem vivido a maior parte dos seus 9 aninhos de existência, ele sabe que a vida segue e não se intimida. Já foi articulado que dia 8 de outubro ele abandona por algumas horas o hospital e parte rumo à Florianópolis, para realizar o sonho de entrar em campo com seu time do coração, o Flamengo. Aliás, a paixão pelo esporte é explícita. Emanuel ainda não sabe o que vai ser quando crescer, mas pelo vigor em que narra as partidas de futebol, inclusive quando está jogando videogame, a mãe acredita que ele será narrador esportivo.

A rotina dele é de uma criança normal, ou chega bem perto. Acorda, toma café da manhã e faz atividades escolares na mesa da cozinha, pois ainda não pode frequentar a escola. Depois vê um pouco de TV, brinca, almoça e estuda um pouco mais. Quando a tardinha começa a cair aproxima-se o horário do pai chegar. Juntos brincam mais um pouco. Um dos jogos que gosta é o chamado “Pontinhos”, pela contagem de pontos de cartas de baralho. Emanuel vence com bastante frequência por ter facilidade com os números, a matemática é sua matéria favorita.

No Dia das Crianças, ele provavelmente estará no hospital. Como se sabe, Emanuel é portador de leucemia e está em busca de um doador de medula óssea compatível. Atualmente a família, amigos e simpatizantes com a causa estão elaborando a campanha “Ajude o Emanuel a conseguir um doador de Medula” e contribuído para a conscientização de pessoas em se tornarem doadoras. Enquanto a espera continua, os dias de Emanuel como o de uma criança normal, que carrega em seu coraçãozinho a esperança de que no dia 12 de outubro quem sabe o papai do céu não dá uma ajudinha e traga uma boa notícia.

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