Geral

Especial 15 anos – História II

Foi em 1999 que a Escola Básica Municipal Almirante Barroso contou com o apoio e dedicação da comunidade em que está inserida. Tudo começou quando a demanda de alunos aumentou consideravelmente e o espaço físico não atendia a necessidade. Edgar Eggert, 50 anos, na época era Conselheiro Fiscal da APP da escola e conta que um ano antes um terreno havia sido doado pela Prefeitura.

1 de junho de 2015

Sempre aliadas

Foi em 1999 que a Escola Básica Municipal Almirante Barroso contou com o apoio e dedicação da comunidade em que está inserida. Tudo começou quando a demanda de alunos aumentou consideravelmente e o espaço físico não atendia a necessidade.
Edgar Eggert, 50 anos, na época era Conselheiro Fiscal da Associação de Pais e Professores da escola e conta que um ano antes um terreno havia sido doado pela Prefeitura e, com ele, a ampliação pôde ser efetuada. Em 1998, o terreno da escola havia sido ampliado com a aquisição da Prefeitura de um terreno que ficava nos fundos da entidade. No local havia um galpão já e, com a utilização daquele fundamento já pronto, decidimos construir as salas, conta.
A decisão foi tomada nas primeiras reuniões da APP e, com o apoio da comunidade e direção, as obras começaram. A escola atendia alunos somente até a quarta série e, então, foi ampliada até a oitava. A elaboração do projeto foi efetuada por mim que trabalhei muitos anos como projetista e, na época, também efetuava alguns projetos para terceiros. Com a aprovação e lista de material efetuada, a demolição do antigo galpão e a construção das novas salas foi iniciada, explica.
O novo prédio compreendia duas salas de aula para oficina de artes e ciências, uma área aberta para educação física e duas salas menores para depósitos esportivos e instrumentos de música. Na época o diretor da escola, Alírio Dahlke, falava sobre essa necessidade e como não tínhamos o dinheiro e nem tempo suficiente para aguardar, decidimos realizar o trabalho com as próprias mãos, frisa.
E o trabalho iniciado em 1º de maio de 1999 seguiu até 11 de setembro do mesmo ano, sempre efetuado aos sábados e feriados. Além de ser uma grande reunião, estes dias eram regados de muito trabalho. Até quem não possuía mais filhos na escola estava ajudando. E, inclusive, o almoço era servido lá, para que os trabalhos pudessem ser seguidos à tarde. A ampliação de madeira teve como mestres de obras Raul e Rubens Rothbarth. Todos auxiliavam como podiam, afirma.
Cerca de 70 pessoas auxiliaram nesta obra. A Prefeitura participou da obra com cimento, telhas e tábuas. No entanto, o que faltava para a finalização da obra foi adquirido pela APP. É importante ressaltar que não houve nenhum gasto com mão de obra, pois os serviços prestados foram voluntários, em forma de mutirão, por pais, alunos e comunidade, sendo nosso único pagamento o agradecimento da comunidade, explica.
O exemplo de união e força de vontade demonstrados pela APP e pela comunidade são exemplos a ser seguidos. E, mesmo que a gratidão seja eterna, o que moveu os envolvidos foi o desejo de ajudar. Estudei na escola e meus filhos também, mas nunca parei para pensar em algum retorno desta ação. Fiz, fizemos, o que tinha que ser feito na época, por nossos filhos, por nossa comunidade, finaliza Edgar.
O espaço até hoje ainda é utilizado na escola. Sala de aula, de período integral e apoio são algumas de suas funções.
Para a diretora da escola, Aneli Rothbarth, a parceria e apoio dados há 15 anos ainda hoje podem ser observados. A APP de nossa escola sempre nos ajudou muito. O espaço construído há anos, foi reformado pela Associação. Todas as nossas salas são climatizadas e quando precisamos a diretoria estende a mão. Só podemos agradecer, completa.
Atualmente, a escola possui 555 alunos e 17 salas. A constante busca por melhorias faz com que a valorização seja cada vez maior e, com isso, o empenho da comunidade em prol da entidade também seja frequente.

Notícias relacionadas