Esgoto, inundações e lixo
Moradores da Rua Gustav Rauh reclamam sobre falta de solução de problemas. Além do mau cheiro causado pelo esgoto a
céu aberto, quando chove, algumas residências sofrem com acúmulo de água
Logo que a reportagem do Jornal de Pomerode chegou a rua Gustav Rauh, situada no bairro de Testo Rega, três moradores da região pararam para reclamar sobre o problema da falta de tubulação e esgoto a céu aberto. Uma das moradoras, que enfrenta o desconforto, reside no local há cerca de dez anos e já presenciou inúmeras inundações em sua casa. E por conta própria, aterrou uma tubulação para dar curso ao esgoto e as águas pluviais a uma pequena boca de lobo situada em frente de sua residência. “A água que invade minha casa chega na altura da metade da minha perna”.
Na extensão da rua existem subidas e decidas e em determinado ponto forma-se um “U”, é ali que a água acumula. O mau cheiro é um caso a parte. Outra moradora também se manifestou e afirmou que o problema já existe há muito tempo. Já teve prejuízos como a perda de móveis da sala e cozinha e acabou sendo obrigada a erguer a casa de madeira para tentar amenizar a entrada de água. Já entrou em contato com a prefeitura mas a resposta que recebeu foi desoladora. “Disseram que não tem o que fazer, pois não existe uma saída para esgoto”, reclamou a moradora.
Um fato curioso é que ao lado das casas que sofrem com o problema, podem ser encontrados vários tubos de concreto abandonados. A moradora afirma que eles foram colocados lá há cerca de dois anos, mas nada foi feito até agora. Ela também queixa-se da dificuldade de se passar uma patrola na rua.
Sujeira e cacos de vidro – Além da questão das inundações e do esgoto, outro problema incomoda os moradores: a coleta de lixo reciclável. Um morador ligou na redação do Jornal de Pomerode, na última segunda-feira, 9 de fevereiro e se queixou sobre uma bagunça feita no lixo que estava em frente a sua residência. Diversas garrafas pet espalhadas, cacos de vidro, dentre outros dejetos, estavam na rua. Também havia dois sacos de lixo cheios que foram deixados em frente a casa. O morador informou que era dia da coleta seletiva e que essa não foi a primeira vez que o lixo não foi levado.
O diretor interino do Samae, Rogério Luis Kickhoefel, explica que os coletores do seletivo apenas não levam o lixo quando percebem que a seleção não foi feita corretamente, ou seja, quando o reciclável foi colocado junto ao lixo orgânico e deixam para efetuar a coleta junto ao lixo normal. Outra questão é sobre o horário em que a coleta é realizada. Os caminhões passam as segundas e quintas-feiras, entre 5h e 14h. Pode ocorrer de o morador colocar o lixo para fora antes de sair para o trabalho e o caminhão já ter passado. Por isso, o diretor recomenda que se coloquem os sacos na noite anterior para não correr esse risco. Contudo, o Executivo afirma que o Samae tem colocado uma equipe para recolher o lixo.
Sobre a questão do lixo revirado, Rogério, explica que, quando o saco é deixado diretamente no solo, existe a possibilidade de animais serem atraídos pelo cheiro e acabarem rasgando o plástico, causando o estrago. “O ideal é que o lixo seja depositado em cestas que fiquem acima do chão. Isso evita que cachorros espalhem os detritos”, orienta.
Rogério também faz um apelo e pede que a população faça a sua parte. “É importante separar o lixo reciclável do orgânico, isso facilita a coleta. Também vem acontecendo furtos das sacolas deixadas pelo Samae nas residências. Pedimos que se alguém souber quem está fazendo isso que nos avise”.
O diretor informa que o Samae realiza coleta em domicílio para pessoas que não tenham condições de levar o lixo para fora. “Idosos ou portadores de deficiência física podem solicitar o serviço mediante uma declaração por escrito. Mas isso só vale para pessoas que não tenham na casa quem faça este trabalho por elas”, finaliza.