Geral

Escola Amadeu da Luz 139 anos – Recortes da História

E.B.M. Dr. Amadeu da Luz

31 de maio de 2010

Com o objetivo de verificar a realidade de nossa escola, foi desenvolvida com a comunidade escolar Amadeu da Luz uma ampla pesquisa sócioeconômica. A mesma está sendo compilada pelos alunos das turmas envolvidas no projeto (7ª Séries A e B) e outros alunos que voluntariamente se engajam no propósito de construir a História dos 139 anos de nossa escola.
A pesquisa se reveste de muitos dados e aos poucos, vamos decifrando os números. Nesta edição, buscamos revelar a identidade de nossa gente. Para isso, destacamos somente duas perguntas do questionário enviado às 277 famílias que fizeram parte da comunidade escolar em 2009.
Do número de famílias pesquisadas, 197 responderam o questionário, representando 71,1% do total. A primeira questão a ser elucidada, foi saber de onde são as nossas famílias. Primeira pergunta. Qual a origem da família? Os dados revelam que 45% são de origem na cidade de Pomerode. Indicando assim uma ascendência germânica em nossa escola. 29% de nossas famílias são de nossa região. Os municípios próximos a Pomerode que fazem parte da Região do Médio Vale do Itajaí. Os paranaenses são o terceiro grupo mais numeroso com 11% de nossa gente. Ainda temos 4% de catarinenses de várias partes de nosso Estado, sobretudo do planalto, meio-oeste e oeste. Mas temos gaúchos, goianos, mineiros, cariocas e paulistas que compõem 6% do total pesquisado e não responderam sua origem 5% dos entrevistados. Na segunda pergunta, queríamos saber se nossos alunos têm ligação com gerações de estudantes que passaram por nossa escola. Para nossa surpresa, 66 pais ou mães de nossos alunos já estudaram em nossa escola. Se valendo desses dados, em edições futuras estaremos publicando entrevistas com pais e filhos para enriquecer o aspecto de a Escola Básica Municipal Dr. Amadeu da Luz ser uma escola que educa gerações. Outros 77 de pais ou mães não estudaram na Amadeu. Os irmãos de nossos alunos que já passaram pela escola são em números de 10 ex-alunos. Os tios e tias são 13 ex-alunos e outros parentes como primos e primas são sete ex-alunos, e ainda, 11 respostas não foram informadas esse dado da pesquisa.

Contribuíram com a pesquisa: Professora Marlene Doege, na entrega e recolhimento dos formulários, os alunos Lucas Schumacher da 8ª Série e Géssica da Silva Siqueira, ex-aluna da 8ª Série, na compilação dos dados, Professora de Matemática Maria Cristina Dallmann, na confecção dos gráficos, e Lorizete Pegorini, na parte tecnológica. Por essas contribuições, ficam aqui nossos agradecimentos às parcerias que se formam na construção da História de nossa escola.
Nesse levantamento, fica indicada uma forte identidade com as origens de nossa cidade. Por isso, a comunidade de Testo Alto mantém os traços germânicos, ajudando a garantir ao município o título de a Cidade Mais Alemã do Brasil. E a Escola Básica Municipal Dr. Amadeu da Luz faz sim, parte dessa história.
Um dos primeiros paranaenses.
Mesmo com forte germanização em nossa escola, não podemos esquecer-nos de um grupo que vem crescendo muito em nossa cidade e também na comunidade de Testo Alto. Os paranaenses. Eles ao chegarem aqui, assim como nossos bravos imigrantes alemães, ecoados em prosa e verso nas letras do Hino de Pomerode, escrita pelo Maestro Aristeu B. Kleine ,deixaram sua terra natal em busca de uma vida melhor.
Como diz a letra do hino, os alemães cheios de esperança e fé, decidiram aqui fazer a história do Brasil com bravura e determinação sem par. Nossos migrantes paranaenses tiveram guardadas as devidas condições de época histórica essa mesma bravura e determinação. Por isso, registraremos aqui uma contribuição do aluno Willi Ernani Utpadel, da 6ª série B, sobre um dos primeiros migrantes paranaenses que vieram para Pomerode.
Segundo Willi, o casal, Senhor Lídio Hutter e Senhora Olímpia Teresinha Huttter, hoje com 61 e 57 anos, respectivamente, saíram de Quedas do Iguaçú-PR, e chegaram a Pomerode no dia de Finados de 1984. Na oportunidade, eles estavam namorando e hoje tem duas filhas, uma delas é a Elisa Huter. O casal ainda possui genros e netos. O Senhor e a Senhora Lidio Hutter, moram na Rua Albert Stein, em Testo Alto, se consideram vitoriosos, pois assim como os alemães, com muito trabalho, adquiriam seus próprios bens.

Iran Frello de Oliveira – Professor de História e de Geografia Efetivo na Rede Municipal de Educação e Emprendedorismo de Pomerode SC, Lotado nas Escolas Básica Municipal Dr. Amadeu da Luz e Prof. Curt Brandes e Especialista em Metodologia do Ensino de História e Geografia pela UNIASSELVI. iranfrello@uol.com.br

Notícias relacionadas