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Epidemia fecha temporariamente três C.E.I

Durante a quinta e a sexta-feira da semana passada, 12 e 13/08, três Centros de Educação Infantil da cidade ficaram fechados. O motivo foi um pequeno surto de Rotavírus que atingiu alguns alunos dos centros. Os C.E.I. Rosa Borck, Ruth Koch Reimar Ehlert tiveram seus atendimentos interrompidos para que pudessem…

19 de agosto de 2010

Durante a quinta e a sexta-feira da semana passada, 12 e 13/08, três Centros de Educação Infantil da cidade ficaram fechados. O motivo foi um pequeno surto de Rotavírus que atingiu alguns alunos dos centros. Os C.E.I. Rosa Borck, Ruth Koch Reimar Ehlert tiveram seus atendimentos interrompidos para que pudessem ser realizadas as medidas para evitar a proliferação do contágio.
De acordo com a secretária de educação e formação empreendedora de Pomerode, Nelzi Schotten, já foi feita a desinfecção de dois dos três prédios e materiais que as crianças utilizam. “O convívio expressivo das crianças no mesmo local faz com que esse tipo de surto aconteça ocasionalmente, e dificilmente eles podem ser evitados, mas, todas as medidas preventivas são tomadas a fim de evitar a contaminação”.
Informação complementada pela Vigilância epidemiológica da cidade. “Fazemos todo o monitoramento, se a doença continua se espalhando após as medidas higiênicas, fechamos os estabelecimentos e realizamos a desinfecção para cortar o mal pela raiz”, confirmou Luiz Harmel.
Assim que se verificou a presença da doença infecciosa, tudo que estava ao alcance dos funcionários e envolvidos foi realizado. “As fraldas e fezes contaminadas foram encaminhadas para Florianópolis para o laboratório de lá fazer um laudo sobre o que estava acontecendo”, confirmou a secretária.
Os exames foram encaminhados ainda na sexta-feira, 13/08, para a capital, contudo, Luiz explicou que “o laudo de Florianópolis não foi concretizado por falta de kits especializados para o exame, então as fraldas foram encaminhadas para São Paulo, mas já fizemos um exame parcial aqui na cidade e verificou-se que a contaminação é decorrente do Rotavírus”.
Segundo o mesmo, existiam duas probabilidades para o surto de diarreia, um era a contaminação pelo Rotavírus e a outra era por ingestão de alimentos contaminados. “São dois exames diferentes que são feitos, mas logo que verificado o surto já começamos o monitoramento visando à higienização dos infectados e dos demais alunos”, finalizou Luiz.
O Rotavírus, como o próprio nome já diz, é um vírus que normalmente diminui a absorção de água e sais minerais no organismo, aumentando o ritmo do intestino, levando a uma grave desidratação.
O principal sintoma da doença é a diarreia grave. As crianças são as mais vulneráveis ao contato com o vírus, inclusive, estima-se que até os cinco anos de idade, grande maioria das crianças do mundo já tenham se contaminado com o vírus, que também é o responsável pelo total de 10% de todos os casos de diarreia em crianças no mundo. Contudo, a cada infecção a imunidade do corpo aumenta, e por isso, os adultos tem tendência menos intensa ao contágio – lembrando que apesar disso os mesmos não estão imunes.
A transmissão é feita por via fecal-oral, ou contato de pessoas com pessoa. O período de incubação varia entre quatro e dez dias, mas o vírus pode ficar incubado por mais dias no corpo humano. A doença ainda apresenta outros sintomas como vômito, febre, dor abdominal e náusea. Seu tratamento é feito através de água e soro (caseiro ou industrializado) para reestabelecer a hidratação perdida com a diarreia.
Para prevenir, são necessárias medidas de higiene, contudo, em ambientes altamente higienizados pode haver o contágio. De acordo com Luiz Harmel, uma cartilha explicativa sobre o Rotavírus está sendo desenvolvida pela vigilância epidemiológica, a fim de aumentar o controle preventivo nas escolas e casas pomerodenses.
Lavar as mãos, controlar a água utilizada nos alimentos, o destino adequado dos esgotos entre outras medidas, são necessárias para evitar a proliferação dos surtos.
A ação de desinfecção das creches e toda conscientização e desenvolvimento das ações foi uma parceria da Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica e secretaria de Educação e Formação Empreendedora de Pomerode.
As crianças que não tinham se contaminado com o rotavírus já voltaram a frequentar as creches, que foram reabertas na segunda-feira, contudo, as que tiveram diarreia no período, devem permanecer em suas casas para evitar novo surto de Rotavírus nos locais.
 

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