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Epidemia de dengue preocupa brasileiros

Só no estado de Alagoas, um aumento de 800% nos casos de dengue já seria um motivo de preocupação. Mas ao mesmo tempo em que 18 mil alagoanos já tiveram a doença confirmada, em todo o estado de São Paulo, os números assustam ainda mais, chegando a 160mil. No Rio…

30 de julho de 2010

Só no estado de Alagoas, um aumento de 800% nos casos de dengue já seria um motivo de preocupação. Mas ao mesmo tempo em que 18 mil alagoanos já tiveram a doença confirmada, em todo o estado de São Paulo, os números assustam ainda mais, chegando a 160mil. No Rio de Janeiro, a Secretaria de Saúde informou que comparado aos números de 2009, a região já confirmou quase o dobro de pacientes, registrando 31 mortes.
A dengue é uma doença típica de verão, mas durante o inverno ela também ataca. Apesar de ter uma solução fácil, ela continua matando muitos brasileiros. Oriunda do mosquito Aedes Aegypti, pode ser clássica ou hemorrágica. A primeira apresenta quadros de febre, dor de cabeça, no corpo, nas articulações e atrás dos olhos, e raramente mata. A hemorrágica apresenta os mesmos sintomas, com o acréscimo de sangramento e geralmente leva a morte.
A pessoa picada pelo mosquito contaminado fica com o vírus incubado de 10 a 14 dias, mas pode transportar o mesmo durante toda a vida. A fêmea do mosquito deposita os ovos na água, ao saírem dos ovos, as larvas vivem nas águas por aproximadamente uma semana, após isto, transformam-se em mosquitos que podem picar as pessoas. A velocidade da procriação é extremamente rápida e o mosquito vive em média 45 dias.
Para se desenvolver, a larva precisa estar em temperaturas que alcancem os 30º, e sempre dentro de água. Mas uma curiosidade marca a espécie: Os ovos podem suportar até um ano sem água, e tem a mobilidade como fator prejudicial, já que grudados nas bordas dos recipientes viajam longas distâncias – dificultando a extinção do mosquito.
A picada não costuma doer nem coçar e demora cerca de três dias para os sintomas começarem a aparecer. Após a incubação – período variado de 03 a 05 dias -, e após a doença ser identificada, o tratamento inicia. A reidratação é o principal suporte para a cura, que tem na receita, medicamentos apenas para alívio de sintomas e manutenção da atividade sanguínea.
De acordo com o Ministério da saúde, 80% dos criadouros dos mosquitos ficam dentro da própria casa, e para diminuir os casos, é fundamental que os moradores se mobilizem.

Em Pomerode

Apesar de estarmos no inverno e o mosquito não se proliferar em temperaturas mais baixas, as medidas preventivas não podem ser esquecidas na cidade. Medidas preventivas devem ser feitas anualmente a fim de evitar a proliferação do mosquito.
Isaias Souza Lima, agente epidemiológico da cidade, informou que semanalmente estão sendo feitas inspeções em residências e em todas as empresas de Pomerode. “Montamos armadilhas com pneus de moto e arame, e fiscalizamos durante a semana”.
O agente ainda informou que qualquer larva encontrada nestas armadilhas é enviada imediatamente para um laboratório especializado para verificar a procedência da mesma. “Até agora não encontramos nenhum caso, nenhuma armadilha foi detectada com larva do mosquito transmissor da doença” completou.
No verão, quando as temperaturas aumentarem e a incidência de focos da doença estiverem em alta em toda a região, a vigilância também fará outras ações, principalmente educativas. “Vamos até as escolas falar com as crianças, entregamos folders. Isso é feito anualmente”.
Trocar frequentemente a água de vasos com plantas, lavando-os com água e sabão, colocar sempre o lixo em sacos plásticos e com a tampa fechada, não jogar o lixo em terrenos baldios, não deixar água acumulada em pneus, latas, vasilhas, colocar areia nas vasilhas de flores, não permitir que a água da chuva acumule em calhas e lajes e manter a caixa d’água sempre bem fechada são algumas das maneiras de evitar a proliferação do mosquito.

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