Geral

Entre notas escolares e musicais

Jovens pomerodenses mostram que não existe idade certa para se dedicar à música. E, como a maioria das bandas, tudo começa na garagem de casa.

14 de julho de 2016

A paixão pela música, geralmente, desperta cedo nas pessoas. Alguns seguem um caminho profissional, outros encontram nela um hobbie. Em nossa região, conhecemos diversos casos de músicos que, hoje, fazem muito sucesso pelo estado e pelo país. E na garagem de casa, os passos de um futuro de sucesso começam a ser dados. Seis jovens, um mesmo objetivo: dedicar-se à música. Há dois anos, teve início a banda Friday14, hoje formada por Laís Klee, Joana Melo de Miranda, Fernanda Reif Raduenz, Bruno Siewerdt, Caio Henrique Goede e Paulo de Moraes Leme Júnior. “Há algum tempo, comecei a tocar contrabaixo e o Caio se interessou pelo violão. Sabíamos de um outro garoto em nossa escola que cantava, então, tivemos a ideia de criar a banda. Começamos a nos reunir toda sexta-feira para ensaiar e, a princípio, iríamos substituir uma banda do ensino médio que sempre se apresentava na escola. Nossa primeira música, se não me engano, foi “O Sol”, do Jota Quest, mas hoje tocamos Spice Girls, Amy Winehouse, músicas nesse estilo. Na metade de 2014 as meninas entraram na banda para cantar e, no começo do ano, nosso vocalista acabou saindo”, revela Bruno.

Com a nova formação da banda, os jovens também mostram a força das mulheres na música, emplacando três vocalistas na banda. Fernanda, uma delas, conta o porquê da escolha do nome Friday14. “É uma longa história. Ensaiávamos na escola, até que decidimos, por incentivo dos pais do Caio, começar a tocar mais profissionalmente. Como nos reuníamos todas sextas-feiras e tudo começou em 2014, surgiu o nome Friday14, com um duplo sentido”, revela. 

Pela primeira vez no Festival Gastronômico, os jovens sentiram na pele o gosto de tocar para um grande público. “Foi a nossa primeira vez no Festival, uma experiência muito boa. Ocorreram alguns erros mas foi muito divertido. É diferente, saímos um pouco da nossa zona de conforto. Meu sonho é que possamos ir nos apresentando e mostrar o amor que temos pela música, fazendo tudo do nosso jeitinho. Quero sempre estar com eles, afinal, nos conhecemos há cerca de 10 anos, é muito legal esse vínculo que temos. Gostamos de todos os tipos de música, então incluímos um pouco de cada um de nós, aquilo que se encaixa com nosso estilo, com o que gostamos”, completa Fernanda.  

 

 

Desde o início, a banda contou com o apoio de pessoas essenciais na existência da banda, e, em todos os momentos, os jovens reiteram a importância desta ajuda. “Queria agradecer ao Peninha que, em 2014, começou essa história conosco, sempre nos ajudando e apoiando. Ele sabe que não somos fáceis. Agradecemos muito a ele, não chegaríamos aqui sem seu apoio”, revela Laís. “Temos que agradecer aos nossos pais, que sempre nos apoiaram e incentivaram em todos os momentos”, completa Joana.
Caio também agradeceu ao apoio dos pais, que lhe ajudaram com o equipamento e também o local dos ensaios: a garagem de sua casa. Ele diz que, sem eles, nada seria possível.

O que seria de uma orquestra sem um maestro? Peninha que, desde o início da banda acompanhou o trajeto dos jovens, acima de tudo, agradece a oportunidade de estar junto deles. “É muito bom. É uma experiência interessante, fico feliz por estar com essa garotada cheia de energia. Quando fui convidado para fazer parte da banda, a Mara, mãe do Caio, disse que eu seria o cara certo para acompanhar o projeto. É maravilhoso estar com eles, vendo que estão caminhando com as próprias pernas”. 

Peninha ainda comenta que não existe uma idade certa para entrar na música. O Gosto está no DNA das pessoas. “Acredito que com cinco ou seis anos, até antes, você pode começar na música de uma forma lúdica. Com a idade deles já estão preparados para viver essa experiência. Não existe bem uma idade certa, às vezes a música já está dentro deles. Está no DNA. É um resultado maravilhoso”, finaliza.

Notícias relacionadas