Entre notas e acordes
Carlos Berndt carrega a música em sua rotina há 26 anos. E a paixão pela arte de tocar instrumentos e cantar iniciou quando tinha 16 anos. No entanto, o desejo de seguir carreira teve que ser adiado por dois anos, pois sua mãe não queria que o filho fosse músico e o pai o autorizou a correr atrás de sua vocação somente quando completasse 18 anos.
Carlos Berndt carrega a música em sua rotina há 26 anos. E a paixão pela arte de tocar instrumentos e cantar iniciou quando tinha 16 anos. No entanto, o desejo de seguir carreira teve que ser adiado por dois anos, pois sua mãe não queria que o filho fosse músico e o pai o autorizou a correr atrás de sua vocação somente quando completasse 18 anos.
E assim foi. Quando atingiu a maioridade Carlos foi atrás do que lhe cativava: a música. E, com 20 anos, o jovem rapaz tocava trompete. A experiência musical, no entanto, já havia iniciado na fanfarra da escola e afinada após 18 anos na Banda Oriental e seis anos na Banda Millenium. Toquei na fanfarra da escola e depois ajudou em outra escola. A música sempre fez parte de mim, mas apenas com 18 anos fui me profissionalizar nisso. Hoje, já posso dizer que tenho 26 anos dedicados à música, conta.
No entanto, a participação na banda foi encerrada, para que um novo desafio pudesse ser iniciado. Eram muitas horas de preparação do palco, com iluminação e instrumentos. Saí da banda para, também, assumir um novo desafio e que me orgulha muito, afirma.
A rotina musical também influenciou seus filhos, John Carlos, 20 anos, e Jean Carlos, 16 anos. E, por conta disso, pai e filhos, há três anos, formaram seu próprio grupo: o Trio Pomerano. Meus filhos sempre participaram dos bastidores das bandas das quais participei e acredito que isso os tenha influenciado sim, explica.
E pouco depois de completarem dez anos, os dois meninos já estavam envolvidos com a música. Os dois entraram para a música voluntariamente. A minha rotina os cativou e, com 12 anos, John foi aprender a tocar. Jean começou um ano mais cedo, com 11., relembra.
Hoje, com três anos de formação da banda, John toca teclado, acordeão e também canta. O caçula, Jean também canta e toca trompete. A formação do trio familiar é, sem sombra de dúvidas, motivo de orgulho para o patriarca da família. Gostar de música é fácil, mas também é um dom. E tenho um imenso orgulho em poder tocar com a minha família, dividir com ela essa paixão, enaltece.
Realizando cerca de 70 a 80 shows por ano, o Trio Pomerano efetua seus ensaios nos fins de semana. Os filhos estudam e/ou trabalham. O mais velho já não mora mais comigo então os ensaios durante a semana ficam mais complicados. Todavia nos reunimos nos fins de semana e montamos nosso estúdio na sala mesmo. Colocamos o sofá para o lado, puxamos as caixas de som e ali temos o nosso momento, explica Carlos.
Com repertório tipicamente alemão, as cidades em que mais tocam são Timbó, Benedito Novo e Indaial. As cidades mais próximas nos contratam constantemente e com a boa média que temos de shows mensalmente, podemos agradecer aos trabalhos realizados, completa.
E quando o assunto são apresentações, Carlos se lembra de uma que ocorreu durante a Oktoberfest e que contou com a presença de, aproximadamente, 20 mil pessoas. Foi a maior de nossas apresentações e lembro que eu e os meus filhos estávamos muito nervosos para subir ao palco e tocar para tanta gente. Esse nervosismo é normal, mas me lembro com carinho deste show, porque subir ao palco é o mais difícil, depois disso você faz o que sabe e gosta, por isso flui normalmente, reitera.
E como pai e filhos trabalham juntos, a mãe não poderia deixar de ser uma grande incentivadora. Minha esposa sempre me apoiou, desde o início. Estamos há 21 anos juntos e sem a parceria dela muita coisa não teria dado certo. Hoje, com nossos filhos no mesmo ramo também, sabemos que a família toda está junta sempre, conta.
Além do sonho e desejo concretizado de tocar com os filhos, outro pôde ser realizado em 2013: o primeiro CD. Sempre sonhei em gravar um CD e ter uma banda com meus filhos. Então posso dizer que realizei meus sonhos, afirma.
O CD lançado em janeiro deste ano conta com 12 músicas e está a venda na cidade.
E mais do que realizar sonhos junto com a família, a música também serve para deixar de lado tudo o que não faz bem. A música é o alivio do estresse, o escape. São cinco horas de pura diversão, completa Carlos.
O ditado diz que quem canta seus males espanta. E, neste caso, também reúne, aproxima e fortalece a família Berndt.