Entre linhas e agulhas
Não existe nada melhor do que vestir uma peça de roupa que caia bem em nosso corpo. E se ela tiver um acabamento impecável, se torna ainda mais prazerosa.
Em matéria de vestuário, não existe nada melhor do que vestir uma peça de roupa que caia bem em nosso corpo. E se ela tiver um acabamento impecável, essa sensação se torna ainda mais prazerosa. Pois bem, para que isso aconteça, um profissional muito valorizado em nossa cidade entra em cena: a costureira.
Na terceira reportagem da Série Profissões, o Jornal de Pomerode foi até a Rua Guilhermina Zeplin, onde se localiza a AJ Confecções. Lá encontramos uma moça tímida, porém simpática, que falou sobre a sua profissão, que ajuda a impulsionar a economia pomerodense.
Josiane Siewerdt tem 26 anos e há 11 trabalha como costureira. Seu início neste mercado deu-se quando cursava os segundo grau, pois queria adquirir a sua independência financeira. Minha irmã trabalhava em uma facção e me influenciou a começar também nesta profissão, a qual abracei e me identifiquei. Neste período de 11 anos, trabalhei durante 10 meses na Porcelana Schmidt, mas, por causa da crise que se abateu naquela empresa, acabei saindo. Há gente que nasce para isso e eu me identifiquei como costureira. Não me vejo fazendo outra coisa, pondera.
Apesar de já ter trabalhado em uma empresa de grande porte, Josi, como é mais conhecida, diz que prefere atuar em facções, pois tem a oportunidade de aprender várias funções. Numa empresa grande, você é contratada para fazer determinado trabalho, e fica nisso. Numa facção já é diferente, pois você tem a chance de aprender mais. Eu, por exemplo, me identifico na cobertura, que é a costura de bainhas, mas também trabalho com friso, embutidor, reta, catraca… Além disso, o ambiente de uma facção é mais familiar, tudo mundo se ajuda. Está sendo muito gratificante, diz a costureira, que trabalha na AJ Confecções desde agosto de 2012.
Por falar em gratificação, esta é uma palavra bastante comum no vocabulário de Josiane, uma vez que ela se sente muito feliz em ver o resultado do seu trabalho, nas lojas. É gratificante ver o quanto a gente se esforçou para colocar um produto de qualidade no mercado. Me sinto feliz por isso.
Com relação ao futuro da profissão, Josi garante que ela não irá se extinguir, uma vez que todos precisam de roupas para vestir. Apesar da automatização de muitos setores, a figura da costureira vai continuar, principalmente em Pomerode, onde a indústria têxtil é muito forte. E aproveitando a oportunidade, ela manda um recado para as que estão começando neste ramo. Capaz, todo mundo é, basta ter um pouco de paciência para se adequar e gostar daquilo que faz. A experiência vem com a prática, por isso, é preciso acreditar um si mesmo para ter sucesso neste ramo, finaliza.
Portanto, quando você comprar algum artigo de vestuário, e ele tiver passado pelas mãos de Josiane Siewerdt, pode ter certeza de que neste pedaço de pano, foi colocado, além de experiência, muita dedicação e amor.
História – A costura faz parte da rotina dos homens há muito tempo. Relatos afirmam que as agulhas mais antigas, feitas de osso e marfim, foram fabricadas há mais de 30 mil anos. A tecelagem demorou um pouco mais a aparecer: cinco mil anos atrás, quando as pessoas aprenderam a trançar e enredar fios feitos de pelos de animais.
Esta arte manual acompanha a história dos hábitos humanos, já que, de acordo com a tecnologia disponível em cada época da história, os trajes ganham novos recursos e sofisticação. Na Idade Média, os artesãos passaram a usar não só os fios, mas também jóias e pedras preciosas nas vestimentas.
O ofício permaneceu como uma arte de especialista, passada de geração em geração para homens e mulheres, até a Revolução Industrial. Nesta fase, como em diversos outros ofícios, a costura ganhou padronização e produção em série, mais rápida e adequada ao crescente mercado consumidor.