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Entre heróis e vilões

Será que realmente o terrorista Osama Bin Laden tem esse poder todo creditado a ele? Claro que o anúncio de sua morte será um troféu bastante explorado pelos norte-americanos e seus aliados, porém assim como a morte de Sadamm Hussein não resolveu o problema no Iraque, não acabará com as…

7 de maio de 2011

Será que realmente o terrorista Osama Bin Laden tem esse poder todo creditado a ele? Claro que o anúncio de sua morte será um troféu bastante explorado pelos norte-americanos e seus aliados, porém assim como a morte de Sadamm Hussein não resolveu o problema no Iraque, não acabará com as ameaças terroristas. A luta pelo poder e a ganância sempre deixará o mundo a mercê de novos “Bin Ladens” e em cada canto poderá nascer um novo louco disposto a dar continuidade à insanidade.
Pensar assim não é ter uma perspectiva pessimista do mundo, mas é imaginar que existem líderes de nações que lamentarão a perda do algoz número um dos Estados Unidos e que não medirão esforços para apoiar os muitos seguidores que Osama tinha. Claro, que o mundo está mudando e regimes autoritários estão perdendo espaço para governos democráticos. Basta vermos as insurreições ocorridas em diversos países no Oriente Médio, que fazem lembrar o efeito cascata do Maio de 1968, que da França mobilizou jovens e intelectuais do mundo inteiro.
Sim estamos em um novo tempo, mais individualista e que talvez por isso mesmo seja mais difícil agrupar pensamentos em torno de um objetivo, porém temos instrumentos que no passado não existia a favor da democracia, como é o caso das redes sociais.
Desde a Grécia antiga a democracia tem sido o melhor caminho para se alcançar a prosperidade, porém as próprias filosofias gregas vão se aperfeiçoando ao longo dos séculos, sofrendo influência de diversas correntes, em busca de um sistema ideal.
Mas como saber se esse é o caminho certo, se até mesmo o Nazismo de Adolf Hitler, parecia ser a saída para tirar a Alemanha, derrotada na primeira Guerra Mundial, do buraco? Não podemos cair em armadilhas, pois esses que hoje se julgam os defensores número um da democracia, leia-se EUA, também já financiaram regimes ditatoriais.
A pseudovitória dos norte-americanos contra o “terror” não pode torná-los, os mocinhos da história e os verdadeiros defensores do planeta. Cada nação tem que saber o que realmente importa e é melhor para si. O Brasil conseguiu isso fortalecendo seu sistema político, suas entidades de classe e sua economia, sem perder a diplomacia. Com governos fortes e entidades civis bem representadas, haverá sempre resistência a qualquer tipo de ação que burle a liberdade e também evitará a interferência externa.

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