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Em jogo de titãs, Sollys vence Cativa/Oppnus

Quem esperava que fosse um jogo fácil para as visitantes, se enganou.

19 de dezembro de 2009

Quem esperava que fosse um jogo fácil para as visitantes, se enganou. Apesar de possuir jogadoras de currículo internacional, a Cativa/Oppnus “engrossou o caldo” da Sollys/Osasco. No sábado, 12/12, o Ginásio Ralf Knaesel lotou para acompanhar a estreia da equipe pomerodense pela Superliga, em nossa cidade. E nossas meninas não decepcionaram, dando trabalho à equipe paulista. O placar foi de 3 a 1, em 2h15min de jogo.
Logo no início, a atual vice-campeã paulista abriu 6 a 1 no placar, mas permitiram a reação das catarinenses, que encostaram no placar. Ainda assim, após uma série de boas jogadas, as visitantes fecharam em 25 a 21. No segundo set, a Cativa/Oppnus começou arrasadora, abrindo 5 a 0. Com saques importantes de Verônica e um set perfeito de Nicole, as nossas meninas fecharam o set em 25 a 19, empatando a partida.
Embalada pela torcida, o terceiro set foi um duelo ponto a ponto. Apesar de todo o esforço, não foi possível vencer as craques olímpicas que, sob o comando de Jaqueline, considerada a maior ponteira do mundo, fecharam em 25 a 20. O quarto e último set foi, novamente, muito equilibrado, com o placar se mantendo muito próximo. Quando o jogo estava em 23 a 22, um erro de substituição custou pontos à equipe da casa. Com isso, o time Sollys/Osasco fechou o set em 21 a 25 e o jogo em 3 a 1.
Thaís foi a maior pontuadora do jogo, com 18 pontos, seguida de perto por Jaqueline, com 15. Pelo time pomerodense, as maiores pontuadoras foram Cláudia e Nicole, ambas com 15 pontos também. Tandara com dores nas costas, não foi relacionada para a partida.
Próximos jogos
Dando prosseguimento à Superliga, a Cativa/Oppnus entrou em quadra nesta quinta-feira, 17/12, contra o Mackenzie/Newton Paiva, em Belo Horizonte. Mais dois jogos completam a maratona da equipe em 2009. Dia 19/12, também em Belo Horizonte, a partir das 12 horas, a Cativa/Oppnus encara a Usiminas, com transmissão pela TV fechada. E no dia 22/12, o desafio é contra a Pauta/São José/SC, em São José, às 20 horas.

Ouro nas Olimpíadas

“Com a participação de municípios pequenos como Pomerode, a Superliga só tem a crescer. O investimento que Santa Catarina está fazendo só tem a fortalecer o voleibol, assim, nós também conhecemos o Estado. É muito gostoso ver o público torcendo pela equipe adversária, mas, ao mesmo tempo, conhecendo o nosso trabalho. A fusão de Pomerode e Brusque também é positiva, pois é uma prova de que duas cidades podem competir e ter uma equipe. Em relação ao crescimento da modalidade, nota-se que o público tem acompanhado e o esporte evoluiu. Como jogadora da Seleção Brasileira e campeã olímpica, é um sonho desde que eu jogava na escolinha. O principal objetivo de um atleta é representar o país e eu tive a sorte de isso ter acontecido muito rápido. O difícil é se manter, você é um espelho para as jogadoras que estão começando. É um dever a cumprir. Alguns rituais são seguidos antes de iniciar o jogo, tanto pela Seleção Brasileira como pela Sollys/Osasco. Sempre fazemos uma oração juntas e depois, cada uma tem a sua superstição. Eu, por exemplo, quando me apego a algo e vejo que dá certo, repito na próxima partida, como usar o mesmo tênis. União é algo que não pode faltar no jogo”.
Sassá

“Avalio a participação de equipes de municípios pequenos e de duas cidades, como Pomerode e Brusque, positiva. Desta maneira, a Superliga tende a crescer ainda mais. Cria-se uma dificuldade nos jogos. Em relação a vencer a Olimpíada, é um orgulho. O segredo para chegar longe é o companheirismo e a confiança entre as atletas. O voleibol é um esporte no qual se trabalha muito em equipe. Também é necessário ter muita força de vontade. Quanto à disputa contra a Cativa/Oppnus, pecamos e não podemos mais falhar. Precisamos dar mais de nós e avaliar o que é necessário melhorar. A equipe está junta há um mês e estamos buscando entrosamento. Ter atletas da Seleção num time não quer dizer que do outro lado da quadra não haja boas jogadoras”.
Jaque

 

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