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Em busca de excelência

Em tempos de crise, empresários não podem se dar ao luxo de perder clientes. Pensando nisso, o Núcleo de Jovens Empreendedores da Acip elaborou uma enquete, nas mídias sociais, para verificar quais as principais queixas do pomerodense em não comprar no comércio local

23 de dezembro de 2018

Em tempos de crise, empresários não podem se dar ao luxo de perder clientes. Pensando nisso, o Núcleo de Jovens Empreendedores da Acip elaborou uma enquete, nas mídias sociais, para verificar quais as principais queixas do pomerodense em não comprar no comércio local.

Na pesquisa, duas demandas foram as mais citadas por quem participou, sendo elas a dificuldade para conseguir estacionamento no centro da cidade e, também, alguns problemas relacionados a atendimento no comércio local.

Além destes de destaque, outros também foram citados, como por exemplo, a falta de fiscalização no trânsito. Os participantes pedem uma fiscalização maior por parte dos órgãos competentes, pois relatam que há caminhões circulando em vias proibidas, a carga e descarga de produtos acontece em qualquer horário, atrapalhando o trânsito local, motoristas estacionando em vias proibidas, entre outros pontos. 

Os turistas também tiveram suas queixas como falta de um caixa eletrônico aberto 24 horas e maior mobilidade urbana no centro da cidade. Hoje, eles classificam nossa segurança como relativamente boa, mas questionam qual seria o plano futuro para a cidade em relação aos furtos e criminalidades.

“Quanto à falta de estacionamento no centro da cidade, destacamos até algumas soluções para sanar este problema, como realizar convênios com estacionamentos para funcionários, implantar a área azul no centro da cidade, uso de parquímetros, incentivar a construção de um parque-garagem, incentivar a população a usar os estacionamentos pagos, e aos lojistas, incentivarem o uso dos mesmos, criando parcerias para estes, revitalização no trânsito para ‘desafogamento’ de algumas vias, incentivo ao transporte público, com maior flexibilidade de horários entre os bairros e destinar algumas vagas para deficientes, idosos e portadores de necessidades especiais que, atualmente, não temos. A implantação de um calçadão em uma das principais ruas também seria uma sugestão”, afirma Angélica André, coordenadora do NJE.

Devido ao pouco investimento em publicidade, muitos comerciantes acabam tendo dificuldades para conseguir clientes. Visto isso, o Núcleo pensou na criação de uma campanha para Pomerode, ao invés dos tradicionais cartões de fidelidade que ocupam metade da carteira. “Um trabalho em conjunto e mais moderno poderia ser realizado. Nada é feito, também, com a carteira de clientes inativos, não é sabido o que aconteceu com aquele cliente que não entrou mais na loja do comerciante. Preços diferenciados aos pomerodenses em alguns estabelecimentos também foram sugeridos”, frisa.

Na parte dos lojistas, a população pede mais atenção com as últimas modas nas vitrines, preços mais justos em relação as outras cidades, mais opções de marcas e produtos no comércio e venda de produtos com qualidade maior. Além de abrirem as lojas nos sábados, a população pede, em dias de pagamento, abertura do comércio também aos domingos. Uma participante da pesquisa ressalta que “é no fim de semana que temos tempo para comprar”.

Na questão do atendimento, é preciso ter colaboradores treinados para conquistar o cliente, em busca de resultados para a empresa. “Atendimento diferenciado, fidelização, atenção às queixas/reclamações que precisam ser sanadas, fazem toda diferença para retenção de clientes. Uma solução seria buscar junto à associações ou algum profissional de confiança, treinamentos para os atendentes, visando criar a perspectiva de que o lojista e sua equipe também precisam fazer acontecer”, enaltece a coordenadora.

A queixa dos lojistas, também foram refletidas uma vez que alegam que os alugueis na cidade são muito caros e estão na mão de poucos. Dessa  forma, o repasse deste custo cai diretamente ao cliente. A dificuldade de liberação de alguns itens pela vigilância sanitária também dificultam a abertura de novos empreendimentos. 
“Sabemos que não é somente em nossa cidade que essas queixas acontecem, em cidades próximas ocorrem o mesmo ou até pior. Mas é necessário uma reflexão do comerciante em mudar essa visão do cliente interno dele, o pomerodense. É preciso estar preparado para o crescimento do comércio na cidade. Essas são algumas sugestões que propomos aos lojistas e comerciantes locais, para que sirvam de inspiração em ‘o que eu posso mudar’. Vamos fazer de 2019, quem sabe, uma cidade referência ao atendimento no comércio’”, finaliza Angélica.

 

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