Geral

Eles permanecem por aqui

Ainda sem solução, moradores convivem com problema, que só aumenta. Molusco pode transmitir doenças e coleta segue
sendo efetuada pela população

16 de abril de 2015

Já noticiada em outras oportunidades, a infestação de caramujos nas ruas Anna Achterberg e Carlos Belz ainda pode ser registrada e preocupa os moradores.

De acordo com relatos, centenas de moluscos circulam pelos pátios, árvores e saem de dentro dos bueiros no bairro Testo Alto. O desequilíbrio acontece pois, de acordo com a Vigilância Epidemiológica do município, não há predador natural para a praga. A Vigilância trabalha na orientação dos moradores, mas não tem uma estratégia para a contenção dos caramujos-africanos.

Atualmente, há um ponto de coleta ativo, que está localizado na Rua Carlos Belz, nas proximidades do número 850. O recolhimento é efetuado conforme as solicitações dos moradores.

Depois de recolhidos nos latões pela Secretaria de Obras, já que nas residências os moradores são responsáveis pela coleta, os moluscos são enterrados. “A Secretaria de Obras recolhe esse material, que são amassados e depositados em uma cova com cal virgem para, posteriormente, serem enterrados”, explica a assessoria de imprensa da Prefeitura.

A catação manual, por ora, de acordo com o parecer da Prefeitura, é efetuada pelos moradores e única forma de controle.

“Conforme contato com a Secretaria de Desenvolvimento Rural, estão aguardando contato com o Cidasc Estadual para tentar solucionar o problema. E, de momento, não há nenhuma outra maneira para conter a proliferação desses moluscos a não ser a catação manual”, conta a assessoria.

Sobre o papel da Vigilância Sanitária, a Prefeitura explica que é o de orientar a população. “O papel da Vigilância Sanitária é orientar as pessoas a realizar a catação manual com a devida proteção, como sacos plásticos ou luvas, para não ter contato direto com o molusco, se for tomada a seguinte orientação, não terá risco nenhum aos moradores”, afirma.

Para esclarecer dúvidas sobre a questão, algumas reuniões foram efetuadas na cidade. “Ocorreram várias reuniões. Uma na localidade da infestação, uma outra no Vale do Selke Grande e outra no Vale do Selke Pequeno. Palestras e distribuição de folders demonstrativos de como proceder ao encontrar um caramujo africano também foram efetuadas”, revela. 

Outras orientações também foram repassadas. “Consideramos que a mudança no clima geralmente faz com que esses moluscos se reproduzam com mais facilidade. Orientamos as pessoas que organizem-se em forma de mutirão para que seja realizado a catação manual do caramujo. Orientamos também que as pessoas não usem qualquer tipo de veneno contra os caramujos por ser prejudicial à saúde e ao meio ambiente, manter terrenos e quintais limpos, livres de entulhos e lixo que servem de abrigo a esses moluscos”, completa.

A Secretaria de Saúde, através da vigilância sanitária, afirma ainda estar à disposição da comunidade para qualquer informação.

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