EDITORIAL
A profissão de jornalista é como uma gangorra, ora está em baixa, ora está em alta. Aprendemos a lidar muito mais com críticas do que com elogios. Sempre expostos, diferente da maioria das profissões, tudo o que fazemos está na vitrine, para qualquer um olhar, comentar, e como quiser: gostar…
A profissão de jornalista é como uma gangorra, ora está em baixa, ora está em alta. Aprendemos a lidar muito mais com críticas do que com elogios. Sempre expostos, diferente da maioria das profissões, tudo o que fazemos está na vitrine, para qualquer um olhar, comentar, e como quiser: gostar ou não gostar.
Ao fazer qualquer reportagem, beiramos os princípios éticos, legais e que seguem uma linha editorial. Qualquer, (qualquer mesmo), que seja a nota publicada, são quatro anos de estudos embasando as palavras, linhas, frases, parágrafos – do título ao ponto final do texto.
Aprendemos também, durante os quatro anos, a lidar com todos os tipos de críticas. Das construtivas, que muito nos agradam, até as sem fundamento, que respeitamos, para na sequência, também melhorar, afinal, são os leitores, críticos ou não, que nos modelam. Mas não estamos cá para discutir o profissional jornalista, e sim, o que a repercussão de uma nota dele produz.
Há duas semanas, um morador de Pomerode veio até a redação do JP para relatar que um poste, na frente de sua residência, estava condenado. Ao chegarmos ao local, realmente, nos deparamos com uma situação alarmante. Nossa primeira intenção foi contatar os profissionais responsáveis pelo poste, para que pudéssemos ouvir os dois lados da história – mais um elemento que se aprende em uma faculdade de Jornalismo: “ouvir os dois lados dos fatos”. É fácil criticar, vendo de fora, muito cômodo ouvir o que se deseja e não escutar a resposta de quem se acusa, certo!?
Pois bem, contatamos a Celesc por diversas vezes. Foram ligações a Pomerode, Blumenau e Florianópolis, todas sem sucesso. Já esperávamos um descaso do problema, afinal, não conseguimos exercer nosso papel jornalístico. Mesmo assim, publicou-se a matéria na última edição do JP, onde relatávamos que não conseguimos escutar a versão da Celesc e por isso, não tínhamos uma resposta para o problema.
Surpreendemos-nos nesta semana, com a ligação do morador afirmando que o problema tinha sido solucionado. Ficamos felizes, gratificados com a resolução do mesmo. É por essas e outras, que a motivação para ser jornalista, manter a notícia, cobrar melhorias, continua após anos de formação.
Não é sempre que nossas reivindicações são atendidas, nem é sempre que o que ansiamos para a comunidade acontece. Desejamos sim, atender todos os pedidos, fazer com que a cidade melhore, mas muitas vezes, nos decepcionamos tanto quanto vocês, leitores. Não são só vocês que ficam inconformados com postes que estão caindo, com estradas cheias de buracos. Sabemos os problemas, queremos soluções tanto quanto vocês. Melhor seria se todas as cobranças fossem solucionadas como esta última, a qual, em menos de uma semana estava resolvida. Quiçá, em algum tempo.