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Editorial

Agora sim, acabou. Nos próximos dois anos reinará a paz absoluta entre partidos e serão analisadas as melhorias efetivas que os novos governantes trarão ao país. É, em teoria isso é o que deveria acontecer, mas na prática o jogo das próximas eleições já começou. Enquanto isso, em Brasília, Dilma…

5 de novembro de 2010

Agora sim, acabou. Nos próximos dois anos reinará a paz absoluta entre partidos e serão analisadas as melhorias efetivas que os novos governantes trarão ao país. É, em teoria isso é o que deveria acontecer, mas na prática o jogo das próximas eleições já começou. Enquanto isso, em Brasília, Dilma já nomeou os seus aliados que farão parte da equipe de transição.

A questão é: o que esperar da primeira Presidenta desse país?!

Um ministério repleto de guerreiras, um pulso firme nas decisões finais e o apoio do presidente mais aprovado pelo Brasil (Lula). Primeiramente, são essas as promessas da presidenta que jamais foi eleita antes, mas que agora, terá a difícil missão de governar um país que cresce diariamente, e junto com sua economia ficando forte, crescem os problemas sociais e as desigualdades.

Satisfeitos ou não com o resultado final, todos tem muita curiosidade em ver o que será desse país, pela primeira vez com uma mulher a frente da máquina do governo.
Será uma lida difícil, complicada e altamente na corda bamba, pois Dilma pega um governo que agrada ?gregos e troianos?, e que apesar de muita gente do lado oposto negar, foi um governo de grande crescimento e mudança nas políticas públicas nacionais.

Quando o governo petista entrou após 08 anos de comando do tucano FHC, é fato que as estruturas foram rompidas, e com isso, o Brasil impulsionou sua motivação novamente, dando esperanças novas a um povo que está cansado da mesmice.
A vitória apertada da petista, levada ao segundo turno, também mostra que a mesmice não vai ser aceita. Se a nova presidenta não se esforçar, os rumos da política nacional não irão melhorar, e ela, certamente será criticada.

Ela pega um governo que tem tudo para continuar crescendo, mas que está com uma popularidade presidencial alta, e ela, sem ser muito conhecida, terá que se retorcer para ter o mesmo sucesso de Lula. Será difícil, mas como ela anda ao lado do presidente há algum tempo, talvez tire a tarefa de letra.

É fato mesmo que com essa vitória, mais um país sul-americano terá no seu comando, uma mulher. Tendência ou não, antigos grupos marginalizados, como mulheres, negros e índios, tomam o comando em busca de melhorias aos seus iguais.

Tendência, modernidade, capacidade. A mistura de tudo, somado ainda com a esperança de um país com 170 milhões de pessoas que querem, desejam, anseiam por melhorias. Boa sorte a nova presidenta, ou presidente, como ela preferir. Boa sorte porque os problemas crescem diariamente, e as soluções, parecem muitas vezes fugir de nosso alcance.

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