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Editorial

A correria das crianças nas ruas, movimento nas papelarias, filas de carros em frente às escolas. Após o recesso escolar, os estudantes pomerodenses, da rede municipal, particular e estadual de educação, retornaram as aulas nesta semana. Rever os coleguinhas, colocar o papo em dia, afirmar que o segundo semestre do…

6 de agosto de 2010

A correria das crianças nas ruas, movimento nas papelarias, filas de carros em frente às escolas. Após o recesso escolar, os estudantes pomerodenses, da rede municipal, particular e estadual de educação, retornaram as aulas nesta semana. Rever os coleguinhas, colocar o papo em dia, afirmar que o segundo semestre do ano será melhor do que o primeiro fizeram parte da rotina destes estudantes, que são responsáveis, juntamente com seus professores e políticas de gestão eficazes, por promover o nome do município, conquistando expressivos índices que mostram que a cidade mais alemã é referência nacional em educação.
Recomeçar é sempre bom, certo? Errado, nem sempre! Após duas semanas de recesso, o Congresso também retomou suas atividades. Ao contrário de quase a totalidade dos trabalhadores brasileiros, nossos políticos, no meio do ano, tem duas semanas de descanso, mas que parecem insuficientes para a maioria. No primeiro dia de trabalho, a Câmara não conseguiu quórum sequer para abrir a sessão de debates – 51 deputados. Apenas cinco dos 513 deputados estavam na Casa, quando deveria ter o quórum mínimo. Nem o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff, estava. No Senado, foi aberta a sessão de debates com poucos presentes.
Um verdadeiro absurdo tal situação, concorda? Calma, pode ficar pior! Por estarmos em um ano eleitoral, nos meses de agosto, setembro e outubro, a Câmara e o Senado serão submetidas ao esforço concentrado. Na prática, até outubro, os parlamentares terão votações marcadas em apenas seis dias, uma semana em agosto e outra em setembro, mas receberão os vencimentos mensais de R$16,5 mil e todos os benefícios e vantagens do mandato. Após as sessões previstas para 31 de agosto e 1ª e 2º de setembro, eles entram em recesso branco até as eleições. Nas próximas votações, os ausentes terão as faltas descontadas, conforme entrevista veiculada no G1, concedida pelo presidente da Câmara. Por sua vez, também nesta semana, o Senado abriu a sessão de debates com oito dos 81 parlamentares. O presidente José Sarney (PMDB-AP) também não estava na Casa.
Nossos alunos estão dando de dez a zero em muitos de nossos representantes políticos, não é em vão que podemos nos aventurar a dizer que a educação pomerodense anda com pernas muito bem mais torneadas do que o cenário político nacional.
Outra curiosidade apontada por este editorial é que oito dos dez deputados que mais faltaram neste ano irão disputar o próximo pleito eleitoral. O levantamento foi feito pelo site Congresso em Foco. Dentre os políticos, que juntos somaram 433 faltas nas 59 sessões deliberativas realizadas entre fevereiro e julho deste ano, sete são candidatos à reeleição e um, a uma vaga no Senado. O deputado federal Affonso Camargo, (PSDB-PR) é o campeão de ausências. Das 59 sessões, compareceu somente a sete.
Ciro Gomes (PSB-CE), com 34 faltas, e Marina Maggesi (PPS-RJ), com 43 faltas, são os únicos da lista que não tentarão disputar nenhum cargo. Marina alegou estar “descontente com a política” e Ciro até tentou sair candidato à Presidência, mas foi barrado pelo próprio partido, que pertence à base aliada à candidata Dilma Rousseff (PT). Ele ocupa o sétimo lugar na lista, com 34 ausências.
Confira na tabela, os dez mais faltosos do Congresso:

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