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Editorial

Uma edição baseada em tragédias e crimes. Assim podemos classificá-la. Recorde os últimos anos neste sentido, esta edição demonstra que Pomerode não é mais tão segura como outrora.

1 de junho de 2015

Uma edição baseada em tragédias e crimes. Assim podemos classificá-la. Recorde os últimos anos neste sentido, esta edição demonstra que Pomerode não é mais tão segura como outrora.
O plantão agitado do final de semana teve início ainda na tarde de sexta-feira, quando uma residência, em Testo Central, foi invadida por bandidos, que não se contentaram em revirar todos os cômodos e objetos, mas ainda, o que é pior, agrediram fisicamente uma senhora, que exibia com tristeza e pânico o medo e desespero sentidos durante as horas em que foi mantida como refém.
E eis que chega a madrugada de sábado. Telefone toca, plantão alerta. A equipe de redação do Jornal de Pomerode se deslocou para a Serra, que faz divisa entre os municípios de Pomerode e Jaraguá do Sul, onde supostamente encontrava-se um ônibus incendiado, mais uma ocorrência que entraria para as estatísticas que demonstram ações de criminosos em protesto as condições possivelmente precárias do sistema carcerário catarinense.
Uma cena que não imaginávamos testemunhar em nossa cidade. A ação foi descoberta por um caminhoneiro que passava no local e que avistou as chamas. Se este condutor não tivesse parado seu veículo e alertado os moradores daquela residência, o fogo poderia ter se alastrado, atingindo outro ônibus que estava no pátio e quem sabe, a própria casa destas pessoas, que poderiam ter suas vidas em risco.
Engana-se quem pensa que o sábado foi tranquilo. Logo na manhã, um capotamento na Avenida 21 de janeiro foi registrado. O veículo tinha dois ocupantes em seu interior naquele momento, que tiveram que ser socorridos, ainda no local, por Bombeiros Voluntários e pela equipe do SAMU, além de um médico, que presenciou a fatalidade.
No sábado a tarde foi registrada uma colisão entre dois carros na Rua Jerusalém. Um dos condutores estava embriagado, conforme apontado pelo bafômetro, realizado no local. Felizmente o acidente resultou somente em danos materiais, não deixando vítimas.
Na manhã de domingo, na Rua Presidente Costa Silva, um condutor do veículo perdeu o controle, invadindo uma residência após colidir com um muro. Durante a noite foi constatada por vizinhos uma movimentação estranha próxima a uma residência, nas imediações do Supermercado Econômico. A polícia foi até o local, mas nada foi encontrado, nem mesmo os suspeitos.
Pomerode Fundos, no Morro da Turquia, por volta das 19 horas de segunda-feira, foi palco de um homicídio que chocou a cidade. Uma mulher de 47 anos foi brutalmente assassinada com um tiro na cabeça. O autor do crime, como pode ser constatado na matéria, é bastante conhecido por sua conduta de delitos, já tendo várias passagens pela polícia.
Ou seja, várias reportagens policiais, onde todos os detalhes foram apurados para levar informações de qualidade a população pomerodense. Muitos questionam os motivos que levam um veículo de comunicação a publicar tantas reportagens policiais. Na verdade, o que é feito em cada edição, é nada mais, nada menos, que um retrato de nossa sociedade. Estamos vivenciando um momento delicado, que não pode ser varrido para de baixo do tapete. Temos sim, em quanto comunicadores, divulgar o que acontece, seja positivo ou negativo.
É a forma de contribuirmos para manter a comunidade de nossa cidade informada. Não deixa também de ser uma forma de pressionarmos as autoridades competentes para que se mobilizem e cobrem assim, mudanças urgentes, emergenciais, no que diz respeito a transferência de mais policiais para nossa cidade, para que sejam fornecidos equipamentos e armamentos de qualidade, para que se pense na segurança pública como um problema coletivo, que merece atenção por parte de todos os setores organizados.
O sentimento de impunidade e de estarmos enfraquecidos com relação a esta onda de ocorrências policiais nos deixa preocupados e temerosos quanto ao futuro de nossa cidade. Não é mais possível deixarmos janelas abertas durante a noite, deixarmos de construir muros e proteger nossas casas com grades. Estamos cada vez mais presos em nossos próprios lares e empresas, enquanto isso, bandidos, homens do crime, estão livres enquanto deveriam estar atrás das grades, presos em presídios bem estruturados. Pena que se trata de uma situação utópica, sem previsão para ser concretizada. Pelo menos não agora, não num futuro próximo, não em um Brasil onde verbas são desviadas por outra categoria de bandidos, políticos engravatados que roubam e cometem delitos graves, seja morais ou de conduta, tirando do povo o que é dele de direito.

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