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Economia

Segurança em Pomerode

29 de outubro de 2010

A situação de segurança da população do Vale do Itajaí está complicada há um bom tempo. O aumento do efetivo policial é muito inferior ao crescimento populacional, fora que ficamos visados, visto as numerosas propagandas de ?região calma e tranqüila?.

Soma-se a isso a forte onde de consumo de drogas, que levam vários jovens a vender aquilo que não tem, ou seja, precisam roubar dos outros. O Estado se mostra ineficaz, sem condições de promover uma verdadeira ação de controle e prevenção. Lembro-me que os candidatos a prefeito em 2008 prometeram postos policiais nas entradas da cidade (Testo Central, Testo Rega e Pomerode Fundos).

A população do sul inclusive está fazendo um abaixo assinado para que o mesmo seja providenciado. Mas não adianta ter uma estrutura física sem efetivo suficiente. Não adianta ter policiais que combatem os atos, se surgem cada vez mais casos dentro das condições sociais que vivemos ? as drogas.

Não adianta a força militar prender infratores se a polícia civil não tem condições de agilizar investigações e auxiliar o combate ao crime. Também não adianta promover diversas prisões se o sistema carcerário não tem condições de receber ou ajudar os detentos a sair da marginalização. Enfim, eu quero dizer que precisa haver uma mobilização geral, desde a população civil, que pode contribuir com as polícias comunitárias, até o poder judiciário, que precisa reorganizar o sistema penal.

Esperar algo da prefeitura municipal sem poder contar com o governo do estado ou com recursos federais não levará a nada. Muitos políticos foram eleitos este mês, o presidente ainda está para ser escolhido, mas o que devemos cobrar de todos é mobilização, atitude e coragem. Não podemos ficar vendo casas sendo assaltadas, carros furtados, jovens e até crianças metidos nisso tudo para poder comprar drogas. É lastimável!

Agora que já foi eleito, posso comentar. Aliás, uma boa notícia:

O senador eleito em Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira renunciou ao direito de receber uma pensão vitalícia de R$ 22 mil por ter exercido o cargo de governador do Estado, benefício previsto na Constituição de Santa Catarina. O pedido foi enviado à secretaria de Estado de Coordenação e Articulação e à Assembleia Legislativa catarinense. De acordo com a assessoria de Luiz Henrique, todas as aposentadorias que ele teria direito por exercer cargos públicos foram renunciadas ou doadas. Desde 1996, Silveira doa a pensão de deputado federal à Associação de Aposentados de Joinville, no norte do Estado. A doação ocorreu depois que o político assumiu a prefeitura da Cidade. O pagamento do benefício vem sendo questionado na Justiça há algum tempo por deputados do PT.

O Ministério Público já emitiu parecer apontando pela inconstitucionalidade do artigo 195 da Constituição catarinense, mas as pensões continuam sendo pagas. No total, as aposentadorias vitalícias pagas a oito ex-governadores consomem mais de R$ 200 mil dos cofres públicos mensalmente.

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