Economia
Por Gerson Schubert
De uma leitora: “A prática de benefícios fiscais é comum em todos os municípios. A questão é: para que tipo de indústria estamos oferecendo? Apenas àquelas que requerem mão de obra bruta e muitas vezes não exigem qualificação (nível de estudo)? Empresas desse tipo podem até gerar empregos, mas também atraem pessoas sem instrução. O município está preparado estruturalmente para receber esse contingente populacional? E como fica a qualidade de vida da população? Outro ponto corriqueiro é a instalação dessas empresas no “Distrito Industrial”, sendo bem provável que a mão de obra se fixe nas proximidades. Menos mal, afinal, o problema estará longe das vistas das pessoas de influência?! E a educação como fica? Sabemos da qualidade da educação de Pomerode, como também que ela não se restringe a professores e escola. Há todo um contexto que influencia: família, capital cultural, etc. Lembremos que tudo isso reflete no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Percebemos que uma simples decisão possui diversas implicações atingindo várias instituições. Diante disso, que postura tem se tomado? Olhando-se o todo (que é mais complexo), ou apenas uma parte? Lembremos, mais importante que crescer é se desenvolver!”
Realmente questões para se pensar, farei isto, portanto! Aguardarei mais opiniões dos leitores.
TEKA
Em entrevista para a InfoMoney, o diretor vice-presidente da Teka, Marcello Stewers contou um pouco sobre a atual situação da empresa. Depois de uma reestruturação, que incluiu a renegociação de dívidas, cortes de despesas e mudanças na diretoria, alguns resultados já estão aparecendo, como o crescimento acima de 20% nas vendas em relação ao primeiro trimestre do ano passado, além de forte geração operacional de caixa. Assim como a Karsten, a empresa também focou o mercado interno (a exportação ocupava 35% da capacidade da fábrica, hoje ocupa 11%), não dependendo tanto do câmbio, que já acarretou muitos reveses no passado. Além disso, as exportações estão focadas para países da América Latina, que seguem a mesma linha econômica do Brasil. Não há previsão de investimentos, apenas encher produção e ocupar a capacidade perdida nos últimos três anos, além de continuar focando na redução de custos e aumento das vendas. Para Stewers, a concorrência chinesa não chega a prejudicar tanto quanto a informalidade do setor, ficando a expectativa de melhora com o sistema da receita mais fechado. Sua maior preocupação é o preço do algodão, que está tendendo para uma alta este ano, sendo necessário repassar os custos no preço de venda. Sobre uma possível fusão ou venda, ele foi enfático: “A empresa não será vendida, não será fundida – ela será recuperada.”