Economia
Por Gerson Schubert
As guerras fiscais estão em baixa ultimamente. Poucas notícias de multinacionais a se instalarem para nossas bandas. Em compensação, em toda a região o emprego está em alta, seja no comércio, indústria ou serviço. As empresas estão investindo e a mão-de-obra – qualificada – ficando escassa. Ao trabalhar este tema, lembrei-me de um fato ocorrido em nossa cidade em 2000, na época estava com 15 anos, mas não se falava em outra coisa. Pesquisando um pouco, achei uma reportagem a respeito no jornal A Notícia. Seguem alguns trechos:
“O esforço político dos interlocutores, a cultura agrícola e a situação geográfica da região influenciaram a decisão da multinacional Rueu Shop Ltda a instalar em Pomerode, a primeira unidade de produção de tratores e implementos agrícolas de pequeno porte da marca fora da China. Há um ano, a empresa investe em pesquisa, treinamento e desenvolvimento do projeto no município, e, em três meses, deve iniciar a construção da fábrica na localidade de Testo Central, em terreno doado pela prefeitura. O investimento nos próximos três anos será de R$ 22 milhões, gerando cerca de 200 empregos diretos e mais de dois mil indiretos (…). A escolha da cidade para sediar o princípio de um negócio que deve faturar R$ 7 milhões/ano levou em conta o esforço das lideranças locais em acolher novos investimentos. Na disputa entre Santa Catarina e o Nordeste, a cultura germânica venceu. O diretor da Rueu Shop do Brasil, Wang Jih Yeu, acredita que apesar da distância entre chineses e alemães, o estilo de vida da cidade vai favorecer a adaptação da empresa. Ele também aposta na qualidade e dedicação da mão-de-obra local, para manter em Pomerode, o mesmo nível de produtividade da fábrica da China. Para o assessor da empresa no Brasil, Sérgio Kanzler, entre todos os municípios da região, Pomerode é a que mais se aproxima do perfil do público-alvo dos tratores Rueu Shop, facilitando a filosofia de trabalho pretendida pela marca. (…). Para atrair a marca chinesa, a administração municipal doou uma área de 105 mil metros quadrados, com toda terraplanagem e infraestrutura para construção, isenção de impostos municipais e taxas de licença pelo prazo de 10 anos. Esta é a base de incentivos que garantiu a instalação ou ampliação de outras 22 empresas de todos os portes na cidade nos últimos três anos. Neste período, foram doados mais de 300 mil metros quadrados de área para novos investimentos, com a expectativa de que as empresas faturem juntas, mais de R$ 20 milhões/mês e criem novos 1,2 mil empregos diretos e indiretos”.
Lembro-me apenas da expectativa criada com este investimento, mas sinceramente não me lembro o que interrompeu o processo. Alguém de boa memória ou inteirado sobre o assunto poderia me ajudar?