Geral

E o mundo não se acabou…

Quinze anos se passaram, desde que o colunista de política, Manfredo Goede, decidiu fundar sozinho, de dentro de sua própria casa, um periódico que levasse o nome da cidade em que nasceu.

1 de junho de 2015

Quinze anos se passaram, desde que o colunista de política, Manfredo Goede, decidiu fundar sozinho, de dentro de sua própria casa, um periódico que levasse o nome da cidade em que nasceu. Em 1999, ano em que os analíticos temiam o bug do milênio, com a passagem para o ano 2000, por causa de possíveis panes dos computadores e os supersticiosos anunciavam o fim do mundo, nosso colunista decidiu trabalhar duro para levar até a casa de seus conterrâneos um bem tão precioso quanto a informação.

Como na música de Carmen Miranda, o mundo não se acabou, o bug do milênio também não passou de um breve apagão em algumas partes do país na virada do ano e o Jornal de Pomerode cresceu. Hoje, prestes a fazer aniversário no dia 1º de junho, o periódico veicula mais de três mil exemplares, que são impressos a cada edição, com assuntos relevantes e principalmente com histórias de personagens reais, pessoas com histórias extraordinárias, que vivem aqui, nesta bela cidade.

Para comemorar, a redação decidiu homenagear os nossos colunistas e diretores, Karol Pinto, Manfredo Goede, e Ivan Koch, que além de darem a cara a tapa ao exporem suas fortes opiniões, administram o Jornal com o pulso firme de quem sabe onde quer chegar, mas também com a leveza do bom humor e a liberdade criativa, fazendo com que o ambiente (com o maior número de mulheres por metro quadrado) torne-se sério e íntegro, mas também descontraído e agradável de se trabalhar.

Manfredo, é conhecido por Mani, como todos sabem, foi idealizador do JP. Foi o responsável pelo alicerce e por erguer os primeiros cômodos da casa. Tudo dos próprios punhos. A experiência que tinha anteriormente serviu como suporte para que o negócio fluísse, mas também lhe renderam um ataque cardíaco, aos 26 anos. Nunca vi pessoa mais de bem com a vida, o ambiente enche-se de vida quando está presente. Nem parece aquele crítico sério de terno, da foto impressa em sua coluna. Mas não se engane, o que tem que ser dito ele fala…doa a quem doer.

O Ivan é o esportista do jornal, ativo, sempre com novas ideias. Ele nunca para. Seus olhos brilham quando discute a pauta do esporte. E sabe tudo sobre o assunto. Aliás, os assuntos, ciclismo, futebol, punhobol, estão sempre na ponta da língua. Ivan provavelmente tem caixinhas muito bem organizadas na cabeça e puxa arquivo por arquivo quando discorre sobre um tema. Deve ser por isso que administra o Jornal de Pomerode como um maestro, que dá o comando exato no momento em que cada instrumento deve ter seu volume intensificado ou suavizado.

Ah! a Karol…Como descrever a Karol sem mencionar minha própria experiência? Tem o coração maior que o sistema solar. Ela nunca tinha me visto quando eu Clarissa, cheguei por aqui perguntando por uma vaga de jornalista, mas nem pensou duas vezes ao me dar pelo menos três telefones com indicações, antes de me contratar. Dizem que isso é coisa do povo gaúcho, mas acho que depois de tanto tempo em Pomerode, o coração dela sucumbiu aos ares germânicos. Está sempre aberta a quem vem até ela, é a defensora dos oprimidos. Fala em nome deles e luta por eles. Aliás, essas características, também são comuns ao Mani e o Ivan. Deve ser a água ou o ar da cidade que deixa as pessoas assim.

Notícias relacionadas