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Duas paixões em comum: a família e a costura

Trabalhando há 17 anos na Cativa Têxtil, Flavia Silveira Medeiros conta que iniciou no acabamento e que atualmente desempenha suas funções no Bordado. Eu tinha 15 anos quando comecei a trabalhar aqui. Minha experiência profissional anterior se resume há nove meses, em uma empresa de outro segmento.

1 de junho de 2015

Trabalhando há 17 anos na Cativa Têxtil, Flavia Silveira Medeiros conta que iniciou no acabamento e que atualmente desempenha suas funções no Bordado. Eu tinha 15 anos quando comecei a trabalhar aqui. Minha experiência profissional anterior se resume há nove meses, em uma empresa de outro segmento. Não pensava em trabalhar em malharia, mas a Cativa estava contratando. Eu revisava e bordava. No Acabamento fiquei por quatro anos e no Bordado já estou há 13 anos.
Flavia Silveira Medeiros conheceu seu esposo na empresa. Primeiro trocavam olhares, em seguida iniciaram uma amizade, que logo depois, se transformou em um namoro. Meu esposo trabalha no Corte. Ficamos logo interessados um pelo outro, trabalhávamos no mesmo turno. Hoje temos uma filha linda, com 11 anos. Trabalhei toda a gravidez, parei dez dias antes de ela nascer.
Enquanto em algumas empresas o relacionamento entre funcionários é proibido, na Cativa ocorre o contrário e em algumas situações, os próprios diretores fazem o papel de cupido. Quando comecei a namorar meu esposo, a dona Valci brincava conosco, dizendo que não pediria para fazermos horas extras, pois sabia que estávamos loucos para terminar o expediente e ir namorar, diverte-se relembrando.
E a compreensão e amizade não param por aí, segundo Flavia Silveira Medeiros. Nossos diretores são pessoas muito boas, tratam todos com respeito. Pensei em pedir demissão quando minha filha nasceu, pois temia que ela não se acostumasse com a creche. Hoje vejo que foi receio de mãe de primeira viagem. A dona Valci conversou comigo e me ajudou bastante. Conseguiu antecipar minhas férias para que eu pudesse ficar mais tempo em casa com a neném. E neste tempo realmente aconteceu dela se acostumar, foi tranquilo. Como ela mamava no peito, tive que fazer a transição para a mamadeira.
Para a colaboradora foi fundamental esta intervenção e os conselhos recebidos de sua diretora. Ela entendia o que eu estava passando, pois também é mãe. Ao mesmo tempo, por ser mais experiente que eu, sabia que minha filha se acostumaria e que abrir mão de minha carreira, do meu emprego e profissão, não seria necessário, pelo contrário, seria injusto comigo mesma.
E ser casal em uma empresa que oferece uma série de benefícios, acaba sendo vantajoso. A empresa cresceu muito nestes anos. Quem não falta tem o benefício de R$ 1.600 por ano, faz toda a diferença, imagina para nós, o valor vem em dobro. Neste ano troquei de turno, mas meu esposo e eu sempre trabalhamos juntos. Quando estávamos em casa, falávamos de trabalho. Por mais que tente separar é difícil. Mas hoje nos policiamos mais neste sentido, pois como não trabalhamos no mesmo turno, temos que falar sobre outros assuntos e é claro, matar a saudade.

Ensinando os mais novos – Tanto amor assim pela profissão e comprometimento com a empresa, fizeram com que Flavia Silveira Medeiros, hoje em dia, ensinasse os mais jovens, com bem menos tempo de casa e experiência. Neste grupo, dois sobrinhos somam a equipe, um efetivamente contratado e outra, que iniciou com o projeto Menor Aprendiz, lançado recentemente. Tenho a mesma paciência que tinham comigo quando eu comecei. Quero ficar aqui na empresa até me aposentar. E depois, quem sabe seguir trabalhando. Quem ama o que faz não cansa tão facilmente e este é o meu caso. Gosto de trabalhar no meu setor e, principalmente, com meus colegas de equipe. Sou uma das mais antigas num total de 15 pessoas. Acaba que os colaboradores mais experientes se tornam referência para os mais novos. Não me imagino trabalhando em outra área, outro segmento.

Encerrando a entrevista, Flavia Silveira Medeiros teve que pensar bastante para responder a última pergunta, com relação ao que falta para que ela seja ainda mais feliz do que é. Juro que não sei responder. Acredito que não me falte nada. Tenho um esposo que amo, uma filha maravilhosa, trabalho em uma empresa que me valoriza, fazendo aquilo que amo. Tenho saúde, uma vida digna, sou uma pessoa completa. Não preciso de mais nada para ser feliz. Tenho muito mais que pedi. Tudo que eu e meu esposo conquistamos saiu da Cativa e agradeço a Deus por isso, todos os dias.

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