Duas gotinhas que fazem a diferença
Já começou a segunda fase da campanha nacional de vacinação contra a Poliomielite. O dia ‘D’ é só no sábado, dia 14 de agosto, contudo, os alunos das escolas e creches do município já receberam as doses da vacina. Na primeira etapa, a coordenadoria registrou o número de 1684 crianças…
Já começou a segunda fase da campanha nacional de vacinação contra a Poliomielite. O dia ‘D’ é só no sábado, dia 14 de agosto, contudo, os alunos das escolas e creches do município já receberam as doses da vacina.
Na primeira etapa, a coordenadoria registrou o número de 1684 crianças vacinadas, mas de acordo com um dos coordenadores da campanha, Luiz Harmel, isso se deve pelos turistas que acabaram recebendo as gotinhas na cidade. “Chegamos a um total de 114%, mas nem todas as crianças eram daqui, muitas estavam só de passagem e aproveitaram a campanha”.
O Ministério da Saúde do Brasil contabiliza 115 mil postos de saúde como fornecedores da vacina. O slogan desta campanha é “Não vai esquecer a segunda dose, hein?”, e o Ministério reforça o alerta aos pais e responsáveis sobre a importância de levar as crianças menores de cinco anos aos postos de vacinação para tomar a segunda dose da vacina.
Para esta fase, a meta é imunizar 14,6 milhões de crianças, ou seja, 95% do número total que é a marca estipulada para todas as cidades, para isto, 24 milhões de doses da vacina foram distribuídas nos postos registrados. A conta total, somando as duas etapas ficou em 48 milhões de doses distribuídas. A primeira fase da campanha, realizada nas primeiras semanas de junho (sendo o dia 12 de junho como dia ‘D’), imunizou 14 milhões de crianças.
Em Pomerode, este número é de 1.395, já que o total de crianças é de 1.465. “Nossa meta é vacinar todas as crianças de zero a cinco anos aqui de Pomerode”, confirmou Luiz. O horário do Posto de atendimento é diariamente das 07h às 11h45min, das 13h às 15h45min, e no sábado, dia 14, será das 08h até as 17h, sem intervalo para almoço.
Apesar do Brasil não registrar casos da doença desde 1989, é fundamental que a vacina seja feita, já que em outros países ainda há casos da doença. “Esse ano foi um ano de copa, muita gente viajou para o exterior, e podem ter trazido o vírus junto, por isso a criança tem que se vacinar” lembrou Luiz.
A imunização que garante a não circulação do vírus selvagem da poliomielite no país. Por isso, é tão importante vacinar as crianças nas duas etapas da campanha, contudo, quem não recebeu a primeira dose deve receber a segunda.
É importante que os responsáveis levem o cartão de vacinação, afinal, se alguma das vacinas estiver atrasada, os técnicos conferem e atualizam as imunizações nas crianças. “Teremos disponível outras vacinas, e quem estiver com a carteirinha faltando alguma, poderá fazer no mesmo dia”.
Em 1994, o Brasil recebeu da Organização Mundial de Saúde (OMS) a certificação internacional de erradicação da transmissão da poliomielite, e o país só conquistou tal fato, devido à vacina, que previne contra os riscos de importação de casos provenientes de outros países que ainda registram casos da doença, principalmente dos que têm relações comerciais ou registram um fluxo migratório com o Brasil, como é o caso de alguns países africanos e asiáticos.
A OMS ainda contabiliza 26 países com casos de poliomielite. Desses, quatro são endêmicos, ou seja, possuem transmissão constante: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão. Outros 22 países têm registro de casos importados: Tajiquistão, Angola, Chade, Sudão, Uganda, Quênia, Benin, Togo, Burkina Faso, Níger, Mali, Libéria, Serra Leoa, Mauritânia, Senegal, República Centro Africana, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Nepal, Guiné, Camarões e Burundi.
A doença
A poliomielite é um vírus que atinge principalmente as crianças, e é conhecido mundialmente como paralisia infantil. Como os vírus só atacam seres humanos, com a vacinação – que é comprovadamente eficiente – o vírus pode ser extinto.
Como sequelas da doença, o infectado perde movimentos e surge a paralisia, devido aos danos em neurônios, medula espinhal e córtex motor do cérebro. Esta paralisia normalmente é irreversível, e a mortalidade é de 15 a 30% para adultos e 02 a 05% nas crianças.
A vacina
Oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina contra a paralisia infantil é administrada via oral, em gotas, e está disponível durante todo o ano nos postos de saúde para a imunização de rotina. Pelo calendário básico de vacinação, os bebês devem receber a vacina aos dois, quatro e seis meses. Aos 15 meses, as crianças recebem o primeiro reforço. Porém, é importante que todas as crianças menores de cinco anos (de 0 a 4 anos 11 meses e 29 dias) tomem as duas doses da vacina durante a Campanha Nacional, mesmo que já tenham sido vacinadas anteriormente.
A vacina não tem contraindicações, mas é preciso ter alguns cuidados, por exemplo, nas crianças que manifestarem febre acima de 38º deve-se esperar um pouco para a imunização, e a mesma não é recomendada para crianças que tenham problemas de imunodepressão (como pacientes de câncer e aids ou de outras doenças que afetem o sistema imunológico, de defesas do organismo).
Quem desejar mais informações a cerca do assunto, o Ministério da Saúde disponibiliza uma página personalizada em seu site: http://portal.saude.gov.br, que inclui ainda, jogos e informações para as crianças também.