DSTs: Fuja destas doenças
O carnaval está chegando, e o Ministério da Saúde já se preocupa com as consequências que esta tão famosa festa nacional, pode gerar aos brasileiros mais descuidados. As conhecidas doenças sexualmente transmissíveis são um risco a todos que têm relações sexuais sem proteção. Mulheres e jovens (15 a 24 anos),…
O carnaval está chegando, e o Ministério da Saúde já se preocupa com as consequências que esta tão famosa festa nacional, pode gerar aos brasileiros mais descuidados. As conhecidas doenças sexualmente transmissíveis são um risco a todos que têm relações sexuais sem proteção.
Mulheres e jovens (15 a 24 anos), com baixa escolaridade e renda, são o principal alvo da campanha nacional contra a Aids neste carnaval. De acordo com o Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais (DST/Aids), a campanha terá duas fases. Antes do carnaval, o apelo é para o uso do preservativo nas relações sexuais. Depois do período da festa, a ideia é estimular a fazer o teste HIV para quem teve relação sexual desprotegida com parceiro casual ou fixo. O público alvo foi escolhido justamente por, nos últimos anos, números indicarem que estes grupos são os que mais contraem DSTs.
Mas não é apenas na prevenção da Aids que o Ministério da Saúde pretende atuar. A intenção é que todas as doenças sexualmente transmissíveis sejam previnidas.
Nosso corpo funciona como uma grande equipe: quando algum membro tem um problema, todo o organismo sofre. E costuma dar sinais de que existe algo errado.
Muita gente não sabe, mas é bem comum que indicativos de algumas DSTs se manifestem na pele – nos órgãos genitais ou até mesmo em regiões próximas a eles.
É importante saber que verrugas isoladas ou aglomeradas podem significar infecção pelo vírus do papiloma humano (HPV) – que pode levar as mulheres ao câncer de colo do útero. Lesões avermelhadas e pequenas ulcerações que provocam coceira e dor podem ser sinais de doenças como herpes, sífilis e cancro. Já bolinhas amareladas, entre três e 10 mm, que se proliferam na pele dos órgãos genitais, podem ser sinal do chamado “molusco contagioso” – doença de evolução benigna, que tem cura quando tratada.
Apesar de existirem sinais que denunciam certas doenças com maior clareza, os mais comuns são coceira e dor na área genital. E nem sempre uma simples coceira significa contaminação. Ela pode ser provocada por suor em excesso e fricção nas assaduras.
No entanto, o ideal é procurar ajuda quando aparecem úlceras (feridas) genitais, tumores na virilha, pequenas vesículas (bolhas com conteúdo líquido), verrugas na região genital, corrimentos vaginais ou uretrais. Lembrando que em qualquer sintoma indicado, o recomendado é procurar um médico especialista, pois através de exames ele poderá detectar se o problema é grave ou não.
A maioria destas DSTs são doenças que podem ter sérias consequências quando não diagnosticadas e tratadas corretamente.
A única maneira de prevenir esse problema é através do preservativo, afinal, como diz o ditado, muito melhor prevenir que remediar. Contudo, o uso de proteção não garante a segurança total. Há pesquisas em que atualmente, tem sido comum o aparecimento de lesões de doenças sexualmente transmissíveis em áreas onde o preservativo não cobre, como o aparecimento de verrugas do HPV no escroto e nos grandes lábios. Outras dicas são: evitar compartilhar roupas íntimas e ter higiene sexual; Não compartilhar agulhas e seringas, uma vez que DSTs também podem ser transmitidas pelo sangue; Realizar exames periódicos e sempre utilizar preservativos.
Conheça algumas destas doenças
Herpes simples – produz vermelhidão, vesículas e úlceras na pele que, inicialmente, apenas coçam e depois se tornam doloridas nas áreas genitais. A doença é transmitida de uma pessoa para outra pelo contato das áreas genitais.
Verrugas genitais (Vírus do Papiloma Humano – HPV) – o HPV causa lesões na forma de verrugas, lembrando uma pequena couve-flor, que crescem em tamanho e número e são transmitidas pelo contato de uma pessoa a outra. Certos tipos de HPV podem produzir lesões enegrecidas ou da cor da pele e podem estar associadas ao câncer de colo de útero. As verrugas são tratadas por métodos cirúrgicos ou químicos e podem reaparecer após o tratamento, o que requer várias visitas ao dermatologista ou ginecologista.
Molusco contagioso – produz pequenas pápulas amareladas brilhantes, que se espalham pela pele. O molusco pode aparecer isoladamente em indivíduos adultos saudáveis, tornando-se persistentes e até mesmo se espalhar. Existem muitos tratamentos efetivos, incluindo, curetagem, criocirurgia e medicações tópicas.
Chato ou piolho pubiano – são pequenos parasitas que infectam os pelos pubianos e causam prurido ao botar pequenos ovos no folículo piloso. A infestação é continua, até ser tratada com medicação que mata os parasitas. Higiene adequada é necessária para eliminar o problema e prevenir o retorno da infecção.
Escabiose – causada por um parasita microscópico que se esconde sob a pele e causa vermelhidão, pontos avermelhados e coceira severa. Ele se espalha por contato físico, não necessariamente sexual, devendo ser tratado com medicações que matam esses animais.
Clamídia – é uma infecção que pode causar a saída de uma secreção da vagina ou pênis, mas que também pode não apresentar sintomas, tornando-a indetectável. Sem sintomas, a infecção pode rumar para uma doença inflamatória pélvica em mulheres, dificultando a gravidez. Se uma mulher com clamídia engravida, o recém-nascido pode ser infectado.
Gonorreia – pode ser assintomática, mas também pode produzir uma descarga de secreção amarelada da vagina ou pênis, provocando uma sensação de queimação durante a micção e podendo causar doença inflamatória pélvica e esterilidade em mulheres.
Sífilis – causa úlceras não dolorosas, mais frequentemente nos genitais e na boca. São lesões avermelhadas que podem evoluir se não forem tratadas. Sífilis pode afetar o coração, vasos sanguíneos, cérebro e sistema nervoso. Uma criança pode se tornar infectada durante a gravidez.