Dos números a costura: duas profissões distintas que requerem atenção e dedicação
Quando me pediram para fazer o Saindo da Rotina fiquei muito na dúvida em o que fazer, qual seria minha profissão por algumas horas do dia e como seria essa nova experiência para mim. Como eu trabalho o dia inteiro dentro do escritório, na frente de um computador, mexendo com sistema financeiro, números, emissão de notas fiscais, recebimento e pagamento de boletos, entre outras tarefas.
Quando me pediram para fazer o Saindo da Rotina fiquei muito na dúvida em o que fazer, qual seria minha profissão por algumas horas do dia e como seria essa nova experiência para mim.
Como eu trabalho o dia inteiro dentro do escritório, na frente de um computador, mexendo com sistema financeiro, números, emissão de notas fiscais, recebimento e pagamento de boletos, entre outras tarefas do meu cotidiano, queria fazer algo novo, algo com o que eu nunca havia tido contato.
Foi assim que eu escolhi ser costureira por algumas horas, e ao invés de sentar e trabalhar na frente de um computador sentei e aprendi a manusear máquinas de costura.
Minha manhã aqui no Jornal já começou agitada, e eu estava um pouco apreensiva e curiosa para saber como seria essa nova experiência. Havia combinado com a D. Ursulia que às 13h30min eu estaria na sua casa para aprender a costurar.
Chegando lá, fui recebida com um sorriso no rosto e um abraço de boas vindas. Muito simpática e um pouco nervosa para me ensinar, D. Ursulia começou a me mostrar onde ficavam as máquinas de costura, as peças a serem costuradas e o que cada máquina fazia. A primeira pergunta que ela me fez foi: você alguma vez já mexeu em uma máquina de costura ou sabe como funciona? Logo respondi que não e que não fazia ideia como começar (risos). Até comentei que minha avó tinha uma máquina de costura, mas nunca cheguei perto e nunca tentei mexer nela.
Na sala onde D. Ursulia costura as peças de roupas, existem três máquinas, umas para cada tipo de costura. Primeiramente, ela me mostrou na prática como cada máquina funcionava. Após isso ela me mostrou o que iríamos costurar, eram calças leggings de montaria. A calça é composta por várias peças separadas, que pela minha contagem eram mais ou menos nove, que teriam que ser juntadas e costuradas.
Sentei-me na primeira máquina onde iria costurar as primeiras partes da calça. Liguei a máquina e, com muito medo de errar, comecei a costurar pela primeira vez. Confesso que no começo a costura não saiu como deveria, algumas partes saíram meio tortas pelo fato de eu acelerar demais e a máquina acabava saindo um pouco, do meu controle, logo a peça não saiu como deveria. Mas aos pouco fui pegando o jeito e consegui junta as partes da frente e de trás da calça. A cada próximo passo da costura, D. Ursulia me mostrava, com muita paciência, como deveria ser costurada a próxima parte da calça.
Passei por todas as três máquinas, costurando um pouco em cada uma delas, e no final, com a ajuda da D. Ursulia, tivemos a calça pronta. Ela me explicou que depois da remessa de calças costuradas, outra pessoa faz a revisão delas para verificar se estão todas de acordo com o pedido e para cortar os pedaços de fios que ficaram soltos. E por último, as calças são devolvidas ao cliente, para assim serem vendidas na loja.
Para quem vê a calça pronta não imagina o trabalho que é costurar cada parte dela, que exige bastante concentração, prática e experiência. Para mim, foi um pouco difícil, pois como nunca havia tido nenhum contato não tive muito jeito para costurar. Mas D. Ursulia disse que para uma principiante até que me sai bem.
Foi uma experiência diferente e uma tarde divertida, onde aprendi a fazer algo novo, mas que assim como o meu trabalho aqui no Jornal, a profissão de costureira exige muita concentração e as peças precisam sair da facção perfeitas, sem nenhuma falha. Quero agradecer a D. Ursulia pela paciência que teve em me ensinar e dizer que gostei muito da minha profissão por algumas horas.