Dólar sobe após prisões da Lava Jato reacenderem preocupações políticas
Na véspera, moeda norte-americana recuou 0,84%, vendida a R$ 3,704.
No mês, o dólar acumula queda de 4,11%.
O dólar avançava mais de 1% e era negociado a R$ 3,76 nesta quarta-feira (25), após a prisão do líder do governo no Senado, senador Delcídio Amaral (PT-MS), e do presidente do BTG Pactual, André Esteves, reacender preocupações com a capacidade do governo de aprovar medidas de ajuste fiscal no Congresso.
Às 10h09, a moeda norte-americana subia 1,49%, a R$ 3,7592 para venda, após subir mais de 2% e atingir R$ 3,785 na máxima da sessão. Veja cotação do dólar hoje.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h10, subia 1,12%, a R$ 3,7455.
O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 2,1% em termos anualizados no terceiro trimestre, segundo dados revisados para cima, reforçando a percepção de investidores de que o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, deve elevar os juros no mês que vem.
Juros mais altos nos EUA podem atrair para o país recursos aplicados atualmente em outros mercados, como o Brasil, diminuindo assim a quantidade de dólares por aqui e motivando uma tendência de alta da moeda norte-americana em relação ao real. Mas investidores têm se concentrado mais no ritmo da elevação do que no momento do primeiro aumento.
Intervenção do BC.
O Banco Central dará continuidade, pela manhã, à rolagem dos swaps cambiais que vencem em dezembro, com oferta de até 12.120 contratos, que equivalem a venda futura de dólares. Até agora, o BC rolou o equivalente a US$ 8,844 bilhões, ou cerca de 81% do lote total, que corresponde a US$ 10,905 bilhões.
O Banco Central fez na terça o sétimo leilão de venda de dólares com compromisso de recompra neste mês. A oferta de até US$ 500 milhões não tem o objetivo de rolar contratos já existentes.
Véspera
Na véspera, o dólar recuou 0,84%, vendido a R$ 3,704. No mês, acumula queda de 4,11%. No ano, há valorização de 39,32%.