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Dois novos “alunos” na EBM Almirante Barroso

O casal de corujas-buraqueiras (Athene cunicularia) fez o seu ninho no lado de fora do prédio da escola, próximo à sala dos professores

1 de outubro de 2019

Uma cena curiosa tem se tornado constante na EBM Almirante Barroso, mais especificamente na sala dos professores da instituição. Há cerca de três meses, dois visitantes curiosos têm sido o centro das atenções, no local.

O casal de corujas-buraqueiras (Athene cunicularia) fez o seu ninho no lado de fora do prédio da escola, próximo à sala dos professores.

Os docentes contam que já haviam visto os animais sobrevoarem a escola e pousarem no telhado, inclusive, mas o que os deixou impressionados, foi quando começaram a aparecer na janela da sala, olhando curiosas para dentro do espaço.

“Chamou a nossa atenção porque elas ficam na janela, olhando para dentro da sala dos professores por muito tempo, mesmo sendo um ambiente movimentado, que fica cheio com os professores, no intervalo. Também nos deixou maravilhados o fato de ela entrar na biblioteca e pousar nos livros. É muito curioso, pois a coruja é o símbolo da sabedoria. E estes dois amigos, adotaram a escola como lar”, comenta a diretora Rosa Maria Landeira Beck.

 

A espécie

A coruja-buraqueira é uma espécie tranquila, tímida, mas tolerante a presença humana, de acordo com o biólogo do Zoo Pomerode, Cezar Santos. Ele acrescenta que, inclusive, é comum que ela apareça em áreas urbanas. “Por ser uma espécie campestre ela prefere áreas abertas como pastos, gramados, restingas e, também, áreas urbanas”, comenta.

 

(Foto: Divulgação)

No caso da “inquilina” da escola Almirante Barroso, o casal está protegendo o ninho, por isso, é necessário tomar alguns cuidados pontuais. “Em período de reprodução elas podem ficar um pouco mais agressivas para defender o ninho, emitindo forte vocalização e dando voos rasantes em quem se aproxima muito. Então, o cuidado principal é não se aproximar muito do ninho e deixar o animal tranquilo”, explica Santos.

Por fim, o biólogo ressalta que animais como este não oferecem perigo, portanto, precisamos ajudar a protegê-la. “Há muitas crendices e misticismo em cima das corujas, que são injustamente atacadas pela falta de informação. Principalmente as espécies que se aproximam muito das áreas urbanas. É importante lembrar que as corujas tem um importante papel na natureza, realizando o controle populacional de insetos e roedores, como é o caso da coruja buraqueira”, finaliza Santos.

 

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