Doar vida em um ato simples e prático
Dia Mundial dos Doadores de Sangue chama a atenção para quem se coloca à disposição do próximo.
O dia 14 de junho é reservado a homenagear as pessoas que se colocam à disposição para salvar a vida de outras. Isso porque, nesta data, é celebrado o Dia Mundial dos Doadores de Sangue, pessoas que se tornam fundamentais para a recuperação de quem precisa receber doações para viver.
Em Pomerode, bons exemplos não faltam para ilustrar essa ação em prol do próximo. Um destes exemplos inspiradores, é Nadir Neumann, de 44 anos, que desde 2010 é doadora de sangue. Ela conta que sempre teve o desejo e a curiosidade de saber como era doar sangue, mas que foi somente em uma situação extrema que colocou essa vontade em prática.
“Sempre via na televisão propagandas sobre doação de sangue. Essas propagandas foram me deixando cada vez mais curiosa, e me vinham as perguntas ‘será que posso doar?’ ‘meu sangue pode salvar alguém?’. E assim, aquela sementinha, com o tempo, foi se tornando cada vez mais forte. Mas era, na verdade, só uma vontade de ajudar”, conta Nadir.
Ela revela, também, que nunca houve casos na família ou amigos que precisavam de sangue, por isso, o ato de doar sangue continuava sendo só uma vontade. “Até que um dia minha filha, Bruna, ficou doente, e no decorrer do tratamento ela precisou várias vezes de doação. Isso me fez ver que eu estava deixando de salvar vidas, simplesmente por não ir doar. Então, em 2010, eu tomei a decisão e disse ‘vou ser uma doadora’”, explica.
Porém, mesmo com a decisão, ainda existia o medo de diversas coisas, como de contrair alguma doença, de descobrir a existência de alguma doença, e até mesmo a picada da agulha. Mas Nadir se orgulha em dizer que essas dúvidas não foram maiores do que a vontade de ser uma doadora.
“Então enfrentei o medo e fui. Já aproveitei o ‘embalo’ e me cadastrei como doadora de medula óssea também. E aquela picada de agulha, não vou mentir, doeu um pouquinho. Mas a sensação de salvar vidas, ou de colocar um sorriso no rosto de uma mãe ou pai que estejam desesperados para ver o filho bem, não tem preço”, declara Nadir.
Quando decidiu ser doadora, Nadir convidou o seu marido para ir com ela para doar. E a sua família também sabia da importância de ser um doador, pois tinham acompanhado a trajetória da Bruna, que teve câncer. Com isso a irmã, Valdeti, a sobrinha, Bianca, a filha, Cinthia, e o marido, Volnei, também se tornaram doadores.
“O que significa para mim doar sangue, eu nem consigo explicar. É uma sensação maravilhosa. Lembro que havia vezes que minha filha passava mal, levávamos para o hospital e o médico, na hora, pedia para que ela recebesse sangue. Ela chegava lá pálida, sem cor, como se não tivesse uma gota de sangue no corpo. À medida que ela recebia sangue, eu ia vendo ela mudando de cor, ela voltando a viver. E isso não tem dinheiro no mundo que pague. A sensação de agradecimento por alguém que não conhecemos, mas que fez um bem enorme, que mudou nossa vida, que fez com que tivéssemos motivos de novo para sorrir”, afirma, garantindo que, enquanto tiver saúde e poder doar, o fará, com certeza.