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Dica do Bombeiro

“Uma epidemia de diabetes está em curso”, anuncia a Organização Mundial de Saúde (OMS) em seu website. Ela estima que 366 milhões de pessoas terão diabetes em todo o planeta em 2030. É muito mais do que os médicos esperavam – e quase o triplo do número de casos registrados até 1995, quando 135 milhões de pessoas sofriam desse mal. Por isso, fala-se que os números do diabetes são “epidêmicos”.

1 de junho de 2015

Diabetes
“Uma epidemia de diabetes está em curso”, anuncia a Organização Mundial de Saúde (OMS) em seu website. Ela estima que 366 milhões de pessoas terão diabetes em todo o planeta em 2030. É muito mais do que os médicos esperavam – e quase o triplo do número de casos registrados até 1995, quando 135 milhões de pessoas sofriam desse mal. Por isso, fala-se que os números do diabetes são “epidêmicos”.
Mas por que a incidência da doença aumenta? Antes da resposta, entenda como ela age e por que você precisa se proteger.
Diabetes mellitus é uma condição de saúde caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue. O tipo 1 é menos comum e costuma aparecer na infância ou na adolescência. Nele, o sistema imunológico ataca as células do pâncreas produtoras de insulina por alguma razão desconhecida.
A cada 10 segundos, morre alguém no planeta por doenças relacionadas ao diabetes.
No tipo 2, a insulina existe, mas não funciona direito. A consequência é a mesma: parte da glicose ingerida continua na corrente sanguínea e fazendo estragos.
As causas do diabetes ainda são um mistério para a ciência, mas se conhece bem o que pode desencadear a doença. Predisposição genética, obesidade e sedentarismo – esse trio é explosivo para a saúde e dá pistas de quem corre risco de ter o tipo 2.
Os sintomas clássicos são: sede exagerada, vontade constante de urinar, fome além do normal, perda de peso e fadiga inexplicável. Porém, em alguns casos, os alertas enviados pelo corpo são muito sutis ou passam despercebidos pelos pacientes.
Quando alguém não dá a devida atenção a esses sintomas, o diabetes tem sinal verde para agir. Silenciosamente, vai causando danos ao organismo – pode deteriorar vasos sanguíneos e nervos e, com isso, comprometer o funcionamento de diversos órgãos. Se continuar atuando livremente, com o tempo, provoca consequências graves, como cegueira, insuficiência renal, infarto do miocárdio e amputações.
Nos homens, um dos efeitos mais sérios do diabetes não controlado é a disfunção erétil, que é a dificuldade ou incapacidade de manter a ereção por muito tempo
O caminho para fugir das estatísticas é detectar a doença o quanto antes. Os especialistas recomendam fazer exames periódicos para quem tem mais de 40 anos, pois a incidência do tipo 2 é maior a partir dessa idade. “Mesmo sem apresentar os sintomas clássicos, se a pessoa passou dos 40, vem ganhando peso, é sedentária e tem casos de diabetes na família, vale a pena fazer um checkup periódico”, recomenda Alexandre Hohl.
Menos açúcar, mais exercícios. A fórmula para controlar o diabetes é simples e começa com três passos vitais: adotar uma dieta equilibrada, manter o peso na linha e praticar exercícios físicos regularmente. Os diabéticos também precisam monitorar constantemente a glicose no sangue. E, dependendo do caso, é necessário utilizar medicamentos orais ou recorrer à insulina para manter as taxas equilibradas.
Uma dieta saudável também é essencial para quem tem diabetes ou está a um passo do problema (essa condição é chamada de resistência à insulina, quando as células não respondem bem ao hormônio secretado pelo pâncreas e os níveis de açúcar começam a subir). No cardápio diário é importante evitar alimentos que elevam muito a concentração de glicose no sangue (doces) e investir no consumo de verduras, legumes e cereais integrais, que ajudam no controle glicêmico.
Os cuidados também envolvem atividade física. Em diabéticos do tipo 2, a prática regular de exercícios aumenta a sensibilidade à insulina e ajuda a reduzir os níveis de glicose. É um duplo benefício, sem falar que faz bem para o coração, os pulmões e para o bom funcionamento do corpo. Vale caminhar, correr, nadar e andar de bicicleta, desde que não haja contraindicação do médico. Por fim, é fundamental controlar o peso e, se for o caso, queimar a gordura em excesso.
Colaborador: Carlos R. Hein, Bombeiro Voluntário e Profissional de Educação Física

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