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Dias de luta no combate ao câncer

Com o objetivo de chamar a atenção de nações e autoridades, por meio da União Internacional para o Controle do Câncer, desde 2005 foi instituída a data de 4 de fevereiro para o Dia Mundial do Câncer. A ocasião deve alertar a população sobre a doença que acomete um maior número de pessoas a cada ano. Em Santa Catarina esse número chegou a quase 20 mil.

1 de junho de 2015

Com o objetivo de chamar a atenção de nações e autoridades, por meio da União Internacional para o Controle do Câncer, desde 2005 foi instituída a data de 4 de fevereiro para o Dia Mundial do Câncer. A ocasião deve alertar a população sobre a doença que acomete um maior número de pessoas a cada ano.
No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer aponta que os estados com maior incidência da doença em 2012, foram São Paulo com mais de 141 mil casos, Rio de Janeiro com quase 67 mil e Minas Gerais com mais de 54 mil. Em Santa Catarina esse número chegou a quase 20 mil. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde 27 milhões de pessoas ao redor do mundo terão câncer até 2030. O tipo mais comum é o de pele não-melanoma e atingiu cerca de 134 mil pessoas no Brasil em 2012. Outro tipo também bastante comum nos homens é o câncer de próstata e nas mulheres o de mama.
A prevenção é a melhor medida para solucionar o problema com eficiência. O diagnóstico deve ser feito por um médico. Não há sintomas específicos, os mais comuns são manchas na pele, aumento de próstata, nos homens, e nódulos nos seios nas mulheres. Foi o caso da psicóloga Leyla Karsten de 39 anos, que notou, em abril do ano passado, um volume incomum no seio esquerdo e após uma consulta ao ginecologista e exames de mamografia e ultrassonografia, constatou um câncer na mama.
O sofrimento ao receber a notícia foi inevitável e Leyla emociona-se ao se recordar Foi tudo muito rápido, não tive tempo para pensar no tumor, não quis buscar informações na internet como muita gente faz. Confiei no meu médico e segui em frente com o tratamento. Minha maior preocupação era meu filho, Murilo, de cinco anos. O primeiro passo foi a realização de uma biópsia e para a surpresa de Leyla, o tumor, que ao ser descoberto possuía um tamanho de quatro centímetros, em poucas semanas evoluiu para seis. Passou por 20 sessões de quimioterapia e fez uma cirurgia para remover o tumor no seio esquerdo (no lugar foi implantada uma prótese de silicone). Foi um período difícil, a quimioterapia a deixou fraca, por vezes houve a necessidade de transfusão de sangue. Quando o cabelo começou a cair Leyla raspou logo a cabeça, os amiguinhos da escola do filho estranharam, mas ela fez questão de visitar a turma e falar sobre a doença, recebendo grande apoio do grupo de mães.
A luta tem sido dura mas Leyla tem respondido de maneira positiva aos tratamentos. A psicóloga buscou apoio na família e amigos. Minha família e minha amiga Michelle Harmel estiveram sempre ao meu lado, mas além disso, muita gente que eu mal conhecia demonstrou carinho e solidariedade. Hoje tenho muitos amigos, gente preocupada comigo. Minha prima é médica e sempre me ajudou muito. A jornada ainda continua, faltam duas cirurgias, uma para remover o bico do seio esquerdo e outra para remover o seio direito (como uma prevenção para o caso do tumor haver se espalhado) e mais trinta sessões de radioterapia. A boa notícia é que até o fim de abril todos os procedimentos acabam e Leyla já está fazendo planos. Vai levar o filho Murilo para comemorar o aniversário de seis anos na Disney Apesar da doença sinto-me eternamente agradecida por tudo que aprendi e conquistei nesta minha fase da vida.

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