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Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo

O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 18 de dezembro de 2007, que definiu a data de 02 de abril como marco da mobilização mundial para mostrar que há pessoas que são diferentes das outras, mas que na sua essência, são tão humanas quanto todos.

1 de junho de 2015

O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 18 de dezembro de 2007, que definiu a data de 02 de abril como marco da mobilização mundial para mostrar que há pessoas que são diferentes das outras, mas que na sua essência, são tão humanas quanto todos.
No primeiro ano do evento, em 2008, o Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou a iniciativa do Catar e da família real do País, um dos maiores incentivadores para a proposta de criação do dia, pelos esforços de chamar a atenção sobre o autismo.
No ano de 2010, a ONU declarou, que, segundo especialistas, a doença deva atingir cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo.

A doença
Com um doente a cada 110 crianças, uma menina para cada quatro meninos, a doença foi descoberta em 1943, pelo psiquiatra americano Leo Kanner (1894-1981). Passados quase 70 anos, a dificuldade da medicina é conseguir diagnosticar a doença precocemente. O ideal é que ela seja descoberta até os três anos de idade.

O que é?
O autismo é uma desordem na qual uma criança jovem não consegue desenvolver relações sociais normais. É uma patologia diferente do retardo mental ou da lesão cerebral, embora algumas crianças com autismo também tenham essas doenças.

Causas
A causa do autismo ainda não é conhecida.

Sintomas e diagnóstico
A criança autista prefere estar só, não tem o hábito de formar relações pessoais íntimas, evita contato de olho, resiste às mudanças, é presa a objetos familiares e repete continuamente certos atos. Sintomas de autismo em uma criança levam o médico ao diagnóstico, que é feito através da observação. Embora nenhum teste específico para autismo esteja disponível, o médico pode executar certos testes para procurar outras causas de desordem cerebral. A maioria das crianças autistas tem desempenho intelectual desigual, assim, testar a inteligência não é uma tarefa simples. Pode ser necessário repetir os testes várias vezes. Crianças autistas normalmente se saem melhor nos itens de desempenho (habilidades motoras e espaciais) do que nos itens verbais durante testes padrão de Q.I. Uma variante do autismo, às vezes chamada de desordem desenvolvimental pervasiva de início na infância ou autismo atípico, pode ter início mais tardio, até os 12 anos de idade. Assim como a criança com autismo de início precoce, a criança com autismo atípico não desenvolve relacionamentos sociais normais e frequentemente apresenta maneirismos e padrões anormais de fala. Essas crianças também podem ter síndrome de Tourette, doença obsessivo-compulsiva ou hiperatividade. Assim, pode ser muito difícil para o médico diferenciar entre essas condições.

Prognóstico e tratamento
Os sintomas de autismo geralmente persistem ao longo de toda a vida. Muitos especialistas acreditam que o prognóstico é fortemente relacionado a quanto idioma utilizável a criança adquiriu até os sete anos de idade. Crianças autistas com inteligência subnormal – por exemplo, aquelas com Q.I. abaixo de 50 em testes padrão – provavelmente irão precisar de cuidado institucional em tempo integral quando adultos. Crianças autistas na faixa de Q.I. próximo ao normal ou mais alto, frequentemente se beneficiam de psicoterapia e educação especial. Fonoterapia é iniciada precocemente bem como a terapia ocupacional e a fisioterapia. Terapia comportamental pode ajudar crianças severamente autistas a se controlarem em casa e na escola. Essa terapia é útil quando uma criança autista testar a paciência de até mesmo os pais mais amorosos e os professores mais dedicados.
Atualmente, algumas crianças autistas já são independentes quando ficam adultas. Essa independência acontece devido ao tratamento e estímulos precoces. Portanto, quanto antes a doença for descoberta, melhor para a criança.
Fonte: ABC da Saúde

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