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Dia Mundial da Conscientização do Autismo

Ação tem como objetivo mobilizar o compromisso político a favor de investimentos no tratamento e inclusão social das
pessoas com a síndrome

8 de abril de 2016

Um dia para utilizar a cor azul para chamar a atenção. No dia 02 de abril é celebrado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. A ação, criada em 2008 pela Organização das Nações Unidas (ONU), clama para a importância de conhecer e tratar o transtorno que atinge mais de dois milhões de brasileiros, segundo dados da própria organização. O objetivo é impulsionar o compromisso político e a cooperação internacional a favor de investimentos maiores nos setores sociais, educacionais e laborais das pessoas com o transtorno.

Em Pomerode, a Apae efetua o acompanhamento de 19 alunos com a síndrome. O autismo caracteriza-se pela dificuldade na comunicação social e, também, pelos comportamentos repetitivos. “Os primeiros indícios são isolamento, birra excessiva, agitação no sono, movimentos estereotipados, andar nas pontas dos pés, tiques, falta de contato visual e fala”, explica a psicóloga da instituição, Thamires Negishi.

A profissional explica ainda que, às vezes, a criança desenvolve-se normalmente até os dois anos e meio de idade e, depois, para. “Ela brinca, fala, corre, mas depois fica estagnada. Isso é muito difícil para os pais. No entanto, em nossa instituição, os pais procuram entender e estudar a síndrome, além de estar presentes no dia a dia e efetuar as rotinas”, comenta.

Pesquisas apontam ainda que mães de autistas possuem, dentre todas as outras síndromes, maior tendência à depressão. “Isso ocorre porque a interação do autista se dá de maneira diferente e a devolução da afetividade não é um hábito comum”, ressalta Thamires.

Por isso, quanto mais cedo diagnosticado e estimulado, melhor é para o portador da síndrome. “Atualmente temos três alunos na estimulação essencial, ou seja, que possuem pré-disposição a desenvolver ou agravar os sintomas já existentes para que não interfira no desenvolvimento”, revela.

A aluna mais nova possui apenas quatro meses e se enquadra na estimulação essencial. “No caso deste bebê, a estimulação é efetuada em virtude dos seus pais possuírem Síndrome de Asperger. As outras duas crianças possuem três anos, e é nesta idade que o diagnóstico é efetuado”, completa.

O acompanhamento dos alunos diagnosticados com a Síndrome tem como objetivo melhorar a socialização, tolerância sensoriais e perceptivas, conhecimento do corpo, habilidades sociais e autonomia.

Existem crianças autistas que possuem inteligência e fala intactas, já outras convivem com sérios problemas de desenvolvimento na sua linguagem. Segundo especialistas, o problema atinge cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo. Somente o diagnóstico precoce, e consequentemente iniciar uma intervenção precoce, pode oferecer mais qualidade de vida às pessoas com autismo.

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